domingo, 2 de setembro de 2018

Previsões da temporada


Agora que o inferno chamado pré-temporada acabou, a gente pode finalmente falar sobre futebol americano de verdade. Daqui a sete dias, o Titans volta a jogar uma partida desde 13 de janeiro. Foram 240 dias sem ver o time em campo. Nesse longo período, aconteceu quase de tudo com a franquia, e é inegável que o time está mais forte do que antes, mesmo sofrendo com várias lesões na defesa.

O elenco montado pelo GM Jon Robinson é muito bom e a confiança da torcida em Nashville está nas alturas. Será que o que temos vai ser o suficiente para obter o primeiro título da AFC South na década? Eu acho que sim, porém todas as peças vão precisar se encaixar e o time vai ter que evitar mais lesões.

Não sou muito bom com previsões, mas mesmo assim eu gosto de arriscar. Vamos lá:

Recorde otimista: 12-4 / Recorde realista: 10-6 / Recorde Pessimista: 6-10

Eu acho que o teto do Titans em 2018 é a marca de 12 vitórias. Para alcançar este recorde, o melhor em dez anos, as jovens estrelas no ataque e na defesa vão precisar jogar tudo o que sabem e até um pouco mais. No ano passado, vencemos nove jogos e perdemos sete, sendo que em apenas duas vitórias e duas derrotas o placar foi elástico. Ou seja, o Titans poderia ter obtido um 14-2 ou um 2-14.  Em um calendário que ficou muito tranquilo, os comandados por Mike Mularkey conseguiram diversas vitórias apertadas, o que mostra que a equipe teve muita mais sorte que juízo.

Sobrar na NFL é algo que poucos conseguem. Mesmo melhorando muito em 2018, o Titans vai precisar contar com a ajuda do acaso em vários jogos. É sempre perigoso falar sobre a força do calendário, afinal, lesões atrapalham quase todas as equipes, e um time forte hoje pode ficar fraco daqui a alguns meses. Mesmo com todas as ponderações necessárias, é inegável que encarar as franquias da AFC East e da NFC East é um desafio bem indigesto.

O principal motivo que me leva a acreditar em ao menos dez vitórias é a evolução do ataque. Se adaptar a um esquema novo nunca é fácil, mas o Mariota já mostrou que consegue fazer transições complexas com certa facilidade. No ano passado, o camisa 8 foi o QB mais azarado da NFL por uma distância considerável. Nos quinze jogos que fez, ele lançou 15 INTs e 13 TDs, números que indicam que a temporada foi desastrosa, porém não foi bem assim, principalmente se você levar em conta que nenhum oponente “dropou” uma INT e os seus receivers deixaram cair três passes que seriam TD. Mariota evoluiu em vários aspectos. Além de ter sido bem mais preciso nas deep balls, ele reduziu consideravelmente os fumbles, um dos seus maiores defeitos.

Mariota não joga sozinho, e se ele não rendeu o esperado na última temporada, foi muito por conta da queda de desempenho da OL. O quinteto titular continua intacto, mas com uma mudança significativa. Agora, eles vão utilizar o esquema Zone Blocking, o que deve favorecer os bloqueadores mais atléticos do grupo.

Sem o peso morto que foi o DeMarco Murray no ano passado, a produção por parte dos RBs deve melhorar bastante. O mesmo pode se dizer do grupo dos WRs. Davis está saudável e ao que tudo indica, o time finalmente vai utilizar o Taywan Taylor da forma correta. Com Tajae Sharpe de volta e Rishard Matthews de contrato renovado, o Titans tem um quarteto muito sólido, talvez o melhor já visto por aqui.

Novamente, o ponto forte do ataque deve ser os TEs. Falar do Delanie Walker é chover no molhado, por isso eu vou citar Jonnu Smith e Anthony Firkser, dois atletas muito jovens que mostraram capacidade para agarrar os passes e produzir bastante com a bola em mãos.

Mike Vrabel é o primeiro head coach de defesa do Titans desde a saída do Jeff Fisher. Eu não ligo a mínima para o que ele fez em Houston como coordenador, afinal, você não escolhe o comandante de um time baseado apenas em currículo. Junto com o veterano Dean Pees, Vrabel vai mudar a cara dessa defesa. Pode apostar.

Sob a batuta do lendário Dick LeBeau, a defesa se mostrou perdida em inúmeros jogos. Lembro que em 2016, o Titans se colocou em um buraco contra Texans, Charges e Colts porque a unidade parecia que não havia sido preparada para aqueles jogos. Na temporada seguinte não foi diferente. Mesmo com um investimento pesado, a secundária sofreu bastante porque LeBeau insistia em dar protagonismo a jogadores ridículos como Brice McCain. Sem falar das inúmeras vezes que algum Edger Rusher foi deslocado para a cobertura em um 3rd down, o que sempre resultava em uma jogada de sucesso do ataque. Como eu odiava isso. A verdade é que vários atletas talentosos não renderam o que podiam. Caso isso seja corrigido, o Titans vai voltar a ter uma defesa capaz de brilhar nos momentos mais decisivos.

Por fim, o special teams, que continua muito forte. Enquanto Bret Kern é um punter all-pro, Ryan Succop já provou ser um dos kickers mais seguros da NFL, mesmo não tendo aquela perna. O long snapper Beau Brinkley não compromete e os retornadores são excelentes, assim como os gunners.


O que eu acho que vai acontecer:

Voltamos aos playoffs
Marcus Mariota se torna o primeiro QB do Titans a lançar para mais de 4 mil jardas
Adoree’ Jackson anota um touchdown
Andrew Luck perde a primeira para o Titans
Henry passa das mil jardas corridas

O que eu acho que não vai acontecer:

Corey Davis com mil jardas recebidas
Algum defensor com ao menos dez sacks
Titans varrendo o Jaguars
Titans vencendo os três jogos no primetime
Algum desempenho fora do comum dos calouros

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