quinta-feira, 1 de março de 2018

Um mês muito, muito louco


Estou começando a acreditar que o stiff-arm do Mariota contra os Jaguars abriu um portal que levou o Titans a uma dimensão em que  a franquia faz tudo certo. Sim, eu adoro Rick and Morty (assista, por favor), mas o que importa é que janeiro foi histórico para o Titans. Em poucas semanas, o time colocou fim a um jejum enorme de vitórias nos playoffs, conseguiu se livrar do Mularkey, fez ótimas contratações e ainda decidiu jogar de vermelho (isso é só um boato, mas eu adorei). Ficou perdido? Então confira a retrospectiva desse mês muito, muito louco.

06/01/2018 – Titans 22 @ 21 Chiefs
Esse jogo foi um resumo do Titans durante a temporada 2017. O time venceu jogando mal e contando com bastante sorte. Quando ficou em um enorme buraco, perdendo por 18 pontos ao final do primeiro tempo, a equipe abandonou o exotic smashmouth, o que levou o ataque a anotar três TDs consecutivos. A defesa, por sua vez, errou muito pouco e encerrou os 30 minutos finais sem levar um ponto sequer. Foi ótimo ver o Mariota liderando a maior virada de um visitante nos playoffs logo em sua estreia, porém a vitória deixou os torcedores aflitos. Será que o Mularkey ficaria?

13/01/2018 – Titans 14 @ 35 Patriots
Nem nos meus sonhos mais lúdicos eu imaginava uma vitória do Titans na Estrela da Morte. Eu até cheguei a pensar que a gente seria capaz de fazer um jogo equilibrado por três quartos, mas vencer jamais. Duas faltas duvidosas e a insistência no exotic smashmouth facilitaram a vida de um time muito superior. Perder o Jack Conklin também não foi nada bom. Resumo: nossa equipe fez um jogo ruim quando precisava ter uma atuação perfeita para sonhar com o triunfo. 

15/01 – Demissão do Mularkey
No dia da derrota para o Patriots, eu achava que o Mularkey tinha mais de 70% de chances de permanecer no cargo. Apesar da surra, ele conseguiu a primeira vitória da equipe nos playoffs em 15 anos. Não dá para negar que esse é um feito significativo, mas meus amigos, estamos falando de um cara muito teimoso.

Na tarde seguinte, com torcida, imprensa e diretoria ainda de cabeça quente, o Mularkey concede uma entrevista coletiva desastrosa. Além de dizer que estava satisfeito com o que a equipe mostrou durante a temporada, ele revelou que não faria alterações na sua comissão técnica, garantindo assim a permanência do Terry Robiskie.

Quem acompanha o Titans de perto sabe que o Paul Kuharsky é um baita jornalista. Ele pode ser arrogante e as vezes mal educado, mas o cara é bom de serviço. Ao ouvir que o Robiskie ficaria, ele foi com tudo pra cima do Mularkey, que não titubeou e voltou a garantir que permaneceria ao lado do seu braço direito.

Bom, menos de 24 horas depois, com Mularkey fora dos planos do Titans, Kuharsky perguntou ao Jon Robinson se a coletiva do ex-HC ajudou na sua decisão. Ao contrário do que ocorreu com outras perguntas, ele não foi evasivo. Dessa vez,  de forma enfática ele disse: sim!

20/01 – Contratação do Mike Vrabel
No meu último texto aqui no blog, eu acabei não falando sobre a fundamental relação entre HC e GM. Desde que a franquia se mudou para Nashville, o Titans se envolveu em conturbadas escolhas de HCs, com os proprietários sempre decidindo quem seria o contratado. Agora foi diferente. Robinson foi atrás do seu candidato e o tempo que ele levou para fazer isso mostra como o nosso GM estava inclinado desde cedo a contratar o Vrabel.

Eu acredito que Mularkey e Robinson tinham um bom relacionamento, mas essa relação ficou estremecida ao longo de 2017. Quando você gasta uma escolha no top 5 do draft em um WR, você espera que esse cara seja o protagonista do ataque aéreo, mas não vimos nada parecido com isso. Quando você escolhe outro WR no draft, em mais uma posição relevante, você espera mais formações com 3 WRs, mas não foi isso que vimos.

Ficou claro que o Robinson queria que o ataque seguisse outra direção, um rumo que a liga está tomando, porém Mularkey e Robiskie não fizeram isso. Com Vrabel, eu vou ficar muito surpreso de ver essa quebra de confiança, esse desentendimento que coloca em cheque a capacidade do GM de fazer escolhas no draft.

30/01 – Titans contrata Dean Pees e Matt LaFleur
Para entender a busca do Vrabel por seus coordenadores e assistentes é preciso deixar algo muito claro: quando você vai atrás de pessoas respeitadas no mercado, você vai encontrar concorrência. E foi isso que aconteceu com o Titans após a chegada do Vrabel. 

Não é o tópico para falar do Mularkey, mas não tem como deixar de ressaltar que quando você tem como alvo o Terry Robiskie, você vai estar livre para fechar com ele.

Depois de alguns “nãos”, todos com uma explicação plausível, Vrabel conseguiu fechar com uma dupla de coordenadores que vai elevar demais o nível técnico da nossa comissão técnica.

Dean Pees é um técnico bicampeão do Super Bowl que construiu defesas muito sólidas por onde passou. De acordo com o site Football Focus, o pior DVOA da sua carreira ficou na 20ª posição na liga, melhor do que todas as nossas defesas desde 2001.

Por cinco anos em New England, Pees trabalhou diretamente com o Vrabel, primeiro como técnico dos LBs e depois como DC. Eu acho importante haver uma ligação entre HC e o coordenador da aérea que ele é um especialista, principalmente em situações onde o HC é muito inexperiente.

A chegada do LaFleur é a cereja do bolo de um processo que me agradou desde o início. O jovem ex-coordenador do Rams não tinha ligação nenhuma com Vrabel ou com Robinson. Ele veio porque é um nome em ascensão na liga, alguém que tem tudo para ficar em Nashville por poucos anos, talvez apenas um.

Em suas entrevistas como coordenador do Titans, LaFleur já mostrou que vai seguir uma tendência completamente diferente da utilizada pelo Titans nos últimos anos, colocando o talento dos seus atletas acima de qualquer esquema que ele vai implementar.

31/01 – Rumor sobre os novos uniformes do Titans
Quando eu achava que o Titans não agitaria o Twitter por no mínimo algumas semanas, surge um usuário no Reddit com informações sobre o novo uniforme da equipe. De acordo com essa misteriosa pessoa, segundo alguns relatos ela mora próximo da fábrica da Nike, o time vai mudar completamente a sua identidade visual, incluindo logo, cores primarias e capacete. A partir de 2018, o Titans jogaria de vermelho e prata em casa, com outro unforme branco e mais um azul claro.

Alterações desse tipo não são nada baratas, mas desde que assumiu o Titans, a Amy Adams mostrou que não tem o costume de poupar gastos na hora de fazer o que é preciso para ajudar o time. Alguns sinais demostram o interesse da franquia em se deslocar do seu passado em Houston. Por esses motivos, eu não descarto completamente esse rumor, porém eu não acredito. No dia 4 de abril, nós vamos saber quem está certo.

TitanUP!

Um comentário:

Júlio Só disse...

Sensacional mesmo o mês de janeiro!
Nem em meus melhores sonhos não tinham tanta coisa boa como o que aconteceu.
Esperançoso