domingo, 21 de janeiro de 2018

Bem-vindo, Mike Vrabel

Não sou o tipo de pessoa que entra em uma loja e fica alugando o vendedor. Se há algo que me agrada, eu experimento, levo ao caixa e pago. É bom saber que o GM do Titans também é assim. Na busca pelo novo head coach da franquia, Jon Robinson estipulou um objetivo, e logo que o concretizou, ele puxou o gatilho e escolheu o novo técnico principal do time do seu coração.
Com Mike Vrabel, além de ter um líder nato, o Titans vai oferecer aos seus jogadores a oportunidade de aprender com um profissional energético, inteligente e didático.
“Ele é muito durão, dono de um raro QI de futebol americano, grande poder de comunicação e lealdade aos jogadores e auxiliares. É o pacote completo”, disse Field Yates, da ESPN.
A escolha não me surpreendeu, muito pelo contrário. Entre os três candidatos entrevistados pelo Titans, Vrabel era quem tinha mais a ver com a nova filosofia da franquia. Obviamente, a velocidade da contratação foi chocante, porém ela mostra que Robinson realmente havia encontrando quem ele procurava.
“Ser HC não é sobre Xs e Os porque você então estaria falando de coordenadores. Você tá falando do rosto da franquia, o cara que vai comandar o time. Você está procurando um líder, alguém que liderou toda a sua vida”, disse Bruce Arians, Ex-HC dos Cardinals.

Depois de defender Steelers, Patriots e Chiefs por mais de uma década, Vrabel logo se tornou técnico assistente em sua alma mater Ohio State. Por lá, ele trabalhou com Urban Meyer, uma das lendas do futebol americano universitário.
“Ascensão meteórica de um técnico que Urban Meyer não estava inclinado a manter quando chegou a OSU. Meyer pediu para Vrabel mostrar seus conhecimentos em um quadro branco. Ele foi mal. Tentou de novo no dia seguinte. Resultado muito melhor. Em seguida ajudou a recrutar um grande prospect. Então a sua carreira decolou”, contou Bill Rabinowitz, autor do livro sobre a vitória de OSU no primeiro playoff da história do college football.
Não demorou muito para Vrabel chegar à NFL. Com o time do Houston Texans, ele foi um destacado técnico de LBs por dois anos. Alvo de elogios por toda parte, ele acabou assumindo o cargo de coordenador de defesa na última temporada.
“Nossa, mas a defesa do Houston foi um lixo. Por que estão contratando o Vrabel?”.
Tome muito cuidado na hora de omitir opiniões assim. Primeiro de tudo: existe uma diferença enorme nos cargos de HC e coordenador. Segundo, é bastante perigoso julgar o talento de um profissional baseado somente em estatísticas de uma só temporada. A defesa do Texans encerrou 2017 com o 23º melhor DVOA. Isso não é bom, mas se você parar para analisar que o time perdeu AJ Bouye e John Simon na offseason e  J.J. Watt e Whitney Mercilus no início da temporada, não é nada de outro mundo registrar uma queda de 14 posições no DVOA.
“Antes da temporada, eu escrevi como o depth do Houston na posição de edge rusher era de forma isolada o pior da liga. Perder Watt, Mercilus e Simon em meses não é algo que um time está preparado”, afirmou o analista Justis Mosqueda.
Vrabel foi contratado para ser o HC do Titans. Em Nashville, ele vai ser o responsável por implementar uma cultura vencedora, que valoriza atletas dedicados, inteligentes e disciplinados. O seu principal objetivo vai ser fazer de tudo para potencializar as habilidades dos jogadores de todas as três fases. Para isso, Vrabel vai ter que abrir a sua mente para estratégias modernas, mostrando sempre bastante flexibilidade na hora de tomar importantes decisões.

“Ele talvez seja o técnico mais inteligente que eu já tive”, exclamou Jadeveon Clowney, OLB dos Texans. 
Quando jogou na NFL, Vrabel ganhou o respeito dos seus pares ao agir como um técnico em campo. De acordo com Bill Belichick, seu técnico no Patriots entre 2001 e 2008, Vrabel pouquíssimas vezes errou a leitura de uma jogada.
“Melhor forma de descrever o Vrabel foi dita para mim quando ele ainda era jogador. ‘Ele é alguém que toma conta de qualquer lugar que ele entra’. Esse é o sujeito que o Titans está contratando”, revelou Albert Breer, da SI.
Por último e mais importante: "O Titans errou em não priorizar um HC ofensivo para ajudar o Mariota?"
Não! Parem de dizer isso, pelo amor de Deus. Nosso QB precisa de um coordenador que não esteja preso aos anos 70. Só isso. Robinson já fez o necessário ao salvar o Mariota das garras da dupla Mularkey e Robiskie. Há ajustes no jogo dele que precisam ser feitos, mas nada de extraordinário. A contratação do Vrabel não vai impedir o Mariota de ter uma offseason saudável e um ataque que corresponde as suas habilidades.
Eu não sei vocês, mas eu tô bastante confiante no futuro próximo da franquia. Ter Vrabel e Robinson aprimorando um elenco repleto de jovens talentosos igual ao nosso é uma oportunidade que poucas franquias possuem.
“Para aqueles que dizem que é muito cedo para Vrabel ser HC, eu digo isso: Sean McVay assinou com o Rams aos 30. Mike Tomlin foi para o Steelers com 36. O mantra na liga quando eles foram contratados, basicamente, foi: 'é muito cedo'. Em alguns casos é precoce. Mas eu me lembro do que disse Dan Rooney, dono do Steelers, quando eu perguntei se o Tomlin não estava se adiantando demais. Parafraseando, Rooney disse: ‘Nós não vamos estar procurando por um HC daqui a dois anos. Nós queremos um agora. E ele não estaria disponível na próxima vez que a gente fosse em busca de um HC’”, explicou Peter King, da SI.
TitanUP!

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