sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Titans capota em Indianópolis. O que aconteceu?


Há muito tempo não escrevo para o blog e não estava nos meus planos voltar a fazer isso depois de mais uma derrota acachapante para o Colts, mas há algumas coisas que precisam ser ditas. Primeiro de tudo, o Titans finalmente voltou a ter um HC decente e um GM que sabe o que fazer. Não dê ouvidos a quem não assistiu o Titans do início do milênio jogar e que só vai na onda. Jeff Fisher fez um ótimo trabalho em Nashville, e junto com Floyd Reese, ele montou um elenco que deveria ter vencido o Super Bowl. Além de ter batido na trave em 99, no ano seguinte tivemos a melhor equipe da NFL. A sorte não sorriu para a gente em dois jogos cruciais e ficamos sem o cobiçado anel.

Após a saída da dupla Reese e Fisher, o comando da franquia ficou em mãos cada vez mais incompetentes. Quando ninguém imaginava que era possível existir um HC pior que o Mike Munchak, eis que surge Ken Whisenhunt. Depois do fiasco da gestão de Mike Reinfeldt, Ruston Webster mostrou que é possível errar em 95% das suas escolhas no draft. Até quando ele acertou, escolhendo Taylor Lewan, ele pegou o cara errado, afinal, logo depois Odell Beckham Jr. e Aaron Donald foram selecionados. 

Jon Robinson é um GM competente que vai nos manter na briga pelos playoffs por muitos anos. Acho que ele poderia ter feito mais com os nossos picks no draft, porém não dá para reclamar com alguém que trouxe ao time uma série de bons atletas. Vrabel, por sua vez, já calou os seus críticos. Em uma temporada em que aconteceu quase tudo de errado em Nashville, ele manteve o time com pegada certa e conseguiu algumas vitórias que ninguém esperava. Vrabel é arrojado, moderno e um líder nato. Nunca pensei que gostaria de ver as entrevistas coletivas de um HC após as derrotas, mas com este cara tudo é diferente. Ele não inventa desculpas e explica tudo que você precisa saber.

Sobre a nossa nona derrota para o Luck, eu digo o seguinte: você sofre mais quando é ignorante. Burrice e teimosia não levam ninguém a lugar nenhum. Se você ainda não entendeu, vou explicar: Luck é um HoF QB que vai infernizar a nossa vida até o dia que ele se aposentar ou mudar de equipe. É obvio que o maluco não “mitou” nesses nove jogos. Em algumas vitórias contra o Titans o cara não foi bem, mas do outro lado tinha um time muito ruim incapaz de vencer jogos importantes. A fase em que o Luck ruim podia ir mal já passou. Colts está em boas mãos e eles sempre serão os favoritos ao título da divisão. A NFL é a nova BIG 12. Esta é uma liga de QBs. Quem tem o melhor, logo, torna-se o time a ser batido.

O Titans se preparou mal para a partida contra o Colts? Não sei dizer, realmente. Eu acho que o Titans jogou mal contra o Colts, cometendo erros que não vimos nas vitórias contra Cowboys e Patriots. Somos o time mais disciplinado da liga e entregamos algumas jardas cruciais por conta de faltas idiotas. As big plays voltaram a ser um problema. Já a pressão no QB não apareceu em momento algum. Fora de casa e contra um ataque voando, você não vai arrumar nada atuando assim.

O ataque foi o que matou qualquer chance de vencermos no Lucas Oil Stadium. Quando o Titans precisava de mais uma boa atuação do Mariota, o nosso QB fez um dos seus piores jogos. É difícil criticar o havaiano, afinal, é com ele que a gente pode chegar a algum lugar, porém o garoto do Oregon não pode seguir com essa inconsistência.

Com um terceiro esquema em quatro anos, você entende que o QB sofra um pouco, porém isso não afeta precisão. Mariota voltou a perder o Luke Stocker em uma jogada que poderia ter nos rendido o TD. Ele também sofreu demais com as blitzes do Colts. Foi uma surpresa ver o nosso oponente atacando a OL com mais de 4 homens, mas isso não justifica tantos problemas assim. Não marcamos TD no primeiro drive porque o Colts foi mal, e sim porque o Mariota não completou jogadas que um QB titular precisa fazer. Não era nada de outro mundo achar o Sharpe no meio do campo para um ganho de mais de 20 jardas, não era nada impossível acertar o passe para o Stocker e muito menos encontrar o Batson livre no 3rd down que acabou em sack. Não digo que venceríamos o jogo por conta dessa hipotético 7 a 0, mas é inegável que a partida seria outra.

No drive seguinte o Mariota também perdeu um WR livre. Na sequência veio a INT e o jogo já estava fora do nosso alcance.

A culpa não é toda do QB. Pra mim, o vilão é o LaFleur. Você é um técnico jovem, que trabalhou com duas mentes brilhantes, e o que você tem a oferecer são essas corridas para poucas jardas nas primeiras descidas? Sério, cara? Com a NFL desse jeito você acha que o time tem mais a ganhar dando a bola para Lewis e Henry? Prefiro perder com o Mariota fazendo 40 passes do que com essa dupla de RBs terminando o jogo com um sucess rate pífio. Por que a defesa pode ser agressiva e o ataque não?

Não defendo demissões. Acho que Mariota e LaFleur merecem uma segunda chance, porém o Titans precisa trabalhar com a hipótese de mudança em 2020. Não se investiu muito nesse ataque para a gente ficar entre os piores. Eu sei que as lesões não param de aparecer, mas você precisa driblar tudo isso. O QB é bom, a OL tem atletas talentosos e o Corey Davis é um WR bastante competente. Tá na hora da galera tirar o pau pra fora e começar a bater na cara dos nossos rivais.

É isso aí. Ainda tem muita água para rolar debaixo dessa ponte e o nosso schedule fica bem acessível no último mês do ano. Dá pra aprontar ainda, mas o time precisa jogar bem, com a defesa levando por volta de 20 pontos e o ataque chegando perto dos 30.

TITAN UP!

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Foi uma festa ... dos caras!

Impossível nosso time ganhar do Luck ...
Confesso que não queria escrever essas malfadadas linhas, mas, sejamos justos ... não posso escrever apenas quando ganhamos né?
Normalmente, inclusive nas derrotas, assisto o jogo duas, três vezes antes de escrever aqui, me perdoem, mas não consegui assistir essa vergonha outra vez!
Outra coisa que tentei fazer e não consegui foi deixar a poeira da raiva baixar ... como é possível constatar nessas linhas, não foi possível! Minha vontade é demitir todo mundo, por que o que se deseja em um time é que o mesmo seja consistente (ganhando ou perdendo) ... ganhando por razões óbvias e perdendo por que você sabe que o time é ruim e é muito mais claro onde se encontram os problemas.
Vou ser rápido ... O Colts está bem! Luck é bom! Nosso time estava pessimamente preparado!
Eu assisti ao jogo do Colts da semana anterior, sei lá, 15 minutos ... minha constatação foi:
  • Tem que matar as jogadas curtas prá chegar no Luck;
  • Tem que bater no Luck;
  • Fazendo as coisas acima, talvez tenhamos chance de deixar o moleque fora de campo ...
Claro que não fizemos, claro que eles mataram o jogo ...
Claramente foi o pior jogo da defesa (pior que o Ravens) o time estava perdido, e você pode dizer, mas perdemos o DC ... mas o Vrabel era DC antes de ser HC ... ele tem que saber o que está fazendo: TEM QUE! Foi um desastre!

Nossa OL voltou a ser vergonhosa, o playcalling uma bosta e, consequentemente, Mariota se machucou! Ou seja, uma bagunça total!

Nosso time não merece ir para a pós temporada, não por conta de jogar mal essa semana, mas sim pela irritante inconsistência tanto de execução quanto (e principalmente) no planejamento dos jogos!

Vou ficar por aqui ... Essa semana tem Monday Night contra o Texans ... Oremos para que seja uma semana de bom planejamento e execução, assim, pelo menos não passamos raiva!

Go Titans!

terça-feira, 13 de novembro de 2018

DOMINANTE!!!!

DOMINANTE - a vitória do time, Titans 34 x 10 Patriots, foi definida por essa palavra.

Nenhum torcedor dos Patriots, que lotaram o Nissan Stadium, domingo estava esperando por uma derrota como essa. Nós torcedores do Titans estávamos torcendo, sabíamos que tínhamos uma chance de vencer, mas nunca iríamos prever uma atuação desse nível, principalmente do ataque.

O que de fato aconteceu?

Primeiro coisa: é claro que para Kline, Lewis, Ryan, Buttler, Vrabel e, até mesmo, John Robinson, esse jogo era algo pessoal. A linguagem corporal dos atletas na partida deixava claro e as entrevistas pós jogo confirmam: "CLARO QUE ESSE JOGO ERA PESSOAL!", disse Lewis!

A defesa, que já vinha jogando muito bem (#1 da NFL em pontos cedidos), fez, na minha opinião, seu melhor jogo do ano. Pouquíssimos erros, pressionando o QB com quatro jogadores quase o jogo inteiro, não dando chances aos talentosos RBs do Patriots ... foi uma excelente partida de toda a unidade defensiva. Gostaria de destacar duas coisas:
  1. A atuação do Adoree Jackson contra o Josh Gordon. O tempo inteiro seguindo o WR! Foi jogo de #1 x #1 - E Jackson claramente saiu vencedor nessa! O garoto é tão habilidoso, joga sem faltas e vai continuar a melhorar. Excelente jogo do Jackson (obs.: ele não deveria estar no retorno de Punt - muito risco).
  2. A colaboração dos jovens LBs. Os números apontam para a excelente atuação de Woodyard (10 tackles e 1,5 sacks), mas Evans e Corea estiveram alinhados em várias posições, LOLB, ROLB, LILB e RILB, desempenhando diversas funções vi blitzes, forces, coberturas, spy os dois fizeram isso. Brown fez de tudo também embora estivesse alinhado o tempo inteiro de ILB. Outros dois  Landry e Finch alinharam como OLB mas, vi os garotos indo para o pass rush dropando para a cobertura, sempre com muita eficiência ... Esses garotos estão melhorando a cada semana e fizeram um jogo de gente grande domingo.
O Time de especialistas deu boas posições de campo o jogo inteiro. Os retornadores foram bem (gostaria de ver Jackson fora dos retornos de Punt), mas não acho que Jennings seja a solução ali. Talvez o Batson ... mas, por favor, não o Jackson! Succop e Kern foram bem demais nos chutes.

O Ataque foi o grande diferencial desse jogo. Não acho que Mariota vinha jogando mal antes da semana de folga, o ataque não estava encaixado e isso reflete no QB. Sabíamos que ia levar um certo tempo para o ataque chegar, mas estava bem feia a coisa, então o que aconteceu nesse jogo (na verdade nos dois últimos jogos)?
  1. O jogo corrido começou a funcionar! Lewis como titular deu outra vida ao ataque. Eu gosto do Henry, mas hoje, não tem jeito, Lewis é melhor. Digo mais, Henry deu sorte do Fluellen ter se machucado, por que ele fez uma excelente corrida e na jogada que se machucou tinha um buraco imenso para o qual ele estava caminhando e, se ele pega a corrida que eu acho que ele iria pegar ali, era bye bye Henry! Mas, infelizmente o garoto se machucou, e Henry pode matar o jogo no fim! Ele correu para dois TDs mas ... Lewis é melhor para o ataque.
  2. A OL está fazendo um trabalho melhor, tanto nas corridas quanto na proteção ao passe (embora o renascimento do jogo corrido ajude nisso - abaixo).
  3. Os Recebedores reduziram drasticamente a quantidade de drops (até Jonnu Smith pegou bola - sem dropar) e estão conseguindo alguma separação. Davis x Gilmore também foi um confronto #1 x #1 e Davis deu um banho no CB adversário! Se Davis fosse consistente nossas chances de playoffs aumentariam consideravelmente.
  4. Mariota! Parece que a contusão na primeira partida, de fato, o estava incomodando, ele tem sido preciso na maior parte do tempo. Mariota é difícil de defender quando o jogo corrido funciona e ele pode trabalhar com playaction! Ele está entendendo melhor o ataque, com isso consegue tomar as decisões certas! Mais uma excelente partida do nosso QB! Tem um mito que ele é excelente em Novembro né? Vamos torcer para que seja real!
Uma última coisa que gostaria de destacar aqui em entrevista Vrabel disse que a comissão técnica saiu do jogo contra Dallas e começaram a trabalhar no planejamento desse jogo às 3:00 da manhã de terça feira (o Titans havia jogado segunda - era uma semana curta). Os técnicos só foram prá casa ver a família etc, quando toda a instalação do planejamento estava concluída - Sexta feira. O que vimos foi um time preparado, principalmente na defesa ... Eu gostaria de ver isso toda semana, esse nível de preparo para um jogo! Espero que consigamos fazer isso na próxima semana!

Em fim, estamos 5-4 na semana nove (como na minha previsão), temos essa semana o Colts com Luck, nunca vencemos o Luck! Temos que ganhar essa ... Isso deveria ser tão pessoal quanto foi esse jogo para qualquer jogador um vista a camisa do Titans!

Go Titans!

PS.: Dá última vez que vencemos com essa qualidade (Eagles) ficamos três jogos sem vencer. Espero que os técnicos consigam controlar isso e não deixar que o time saia, novamente, dos trilhos ... não tem nada ganho ainda.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

O uniforme é todo Branco?

Direto de Dallas no pré jogo, nosso amigo Rishard Leitholdt, disse: "Esse uniforme branco do Titans é lindo!"
Minha resposta foi a pergunta: "O uniforme é todo branco?"
Leithold: "Sim!"
Eu: "Esse uniforme dá um azar danado!"

Jogo começa, entregamos dois fumbles seguidos, nas duas primeiras campanhas ofensivas, dentro do nosso campo defensivo, eu pensei: "esse uniforme tinha que ser banido, dá um azar danado! Nunca vi o Titans ganhar todo de branco!"

Mas Kevin Byard veio para o jogo conseguiu um interceptação na endzone, e o jogo que estava caminhando para um 14 x 0 para os Cowboys, ficou 7 x 0. Essa interceptação mudou o jogo.

Imediatamente, Mariota cruzou o campo e empatamos o jogo. O ataque continuou jogando bem, principalmente em terceiras descidas (o que já havia ocorrido no segundo tempo contra os Chargers na semana 7), mantendo as campanhas vivas, o jogo corrido está melhorando devagar, houveram menos drops e as chamadas do OC foram boas novamente.

A única jogada muito questionável do Mariota foi um passe perdido para o Corey Davis, que estava muito livre na Endzone ... Tem que acertar esse passe!

Uma boa decisão da comissão técnica, ao meu ver, foi voltar o Derrick Henry para o banco e assumir Deion Lewis como RB principal. É claro que a OL precisa melhorar, entretanto, Lewis consegue arrumar umas jardinhas quando não tem nada, Henry precisa dos gaps limpos, e não estamos vendo isso muito nos últimos jogos. Eu, realmente gostaria de ver o FB em campo, semana que vem ele precisa estar, se não, dificilmente teremos jogo corrido contra o Patriots.

Novamente o ponto alto foi a defesa. Eu gostaria de destacar Jayon Brown, que claramente, está tomando conta do centro do campo. Vi o garoto ajeitando algumas vezes o posicionamento dos companheiros, cantando (corretamente) jogadas para o Evans e para o Correa. Esse menino vai ser bom a longo prazo!

A volta do Vaccaro faz o Byard jogar melhor! Isso é claro demais ...

A DL, fez um grande trabalho ... ainda acho que precisamos de um NT, mas foi um bom trabalho.

Os OLBs foram bem, principalmente os calouros (alguém está sentindo a falta do Derrick Morgan?). Landry é muito rápido, precisa aprender outros movimentos, mas tem futuro. No segundo tempo, vedaram bem as laterais contra as corridas externas do #21 ... foi um bom trabalho. Estou curioso prá ver a contagem de jogadas, tive a impressão que Orakpo jogou menos que Landry e Correa!

O ponto fraco da defesa continua sendo o Buttler, que foi contratado a peso de ouro prá jogar ilhado, e tomou baile de favela o dia inteiro ... DENOVO! OK, Amary Cooper é muito diferenciado fazendo rotas! Muito! Mesmo assim, Buttler deveria fazer um trabalho melhor.

No fim foi um bom jogo, em horário nobre, com ataque e defesa jogando bem! O ST não comprometeu, o que já é bem legal. 

Titans 28 x 14 Cowboys!

E, pela primeira vez, desde 2003, vejo o Titans ganhar jogando todo de Branco! Sai zica!

É bom ganhar, estamos 4-4 e na briga pelos playoffs!

Go Titans!

PS.: Domingo tem Titans x Patriots na ESPN! Bora fazer o que o time faz melhor ... jogar como underdog!

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Bye Week! Semana de folga ... em boa hora!

Primeira vez do time em Londres, todo mundo gostou, exceto pelo resultado: 20 x 19 para os Chargers.

O time que começou bem, não está tão bem assim no segundo quarto da temporada, mas quem viu os jogos contra Bills e Ravens encontra nessa derrota motivos para acreditar que, sim, o time pode chegar aos playoffs, mas tem que melhorar ... e rápido.

Acabo de ver o jogo na íntegra pela primeira vez, dois dias depois do mesmo, vou colocar minhas impressões aqui, fique à vontade para discordar!

1º - A entrada de Corey Levin substituiu Quinton Spain como left guard e, na minha opinião, não coincidentemente o backfield voltou a produzir. Evidentemente, ele não é a única causa, mas o esquema de bloquei para corridas é feito pra ele e não para o Spain.


Essa corrida que, nos assustou no momento, e achamos uma cagada sem tamanho, foi na verdade uma corrida bem bloqueada, como há muito não via no Titans, o pull do Levin (#62), o bom bloqueio do Smith (#81 - finalmente) e o excelente combo block de Conklin (#78) e Kline (#64) abrem o meio do campo para Lewis ganhar 10 jardas, como o cara tem habilidade, ele ganha 36 jardas! Eu gostaria de outras corridas com Inside zone em detrimento a essa outside zone que não entra nunca!

2º - A produção do backfield foi a melhor da temporada: 164 jardas terrestres, 1 TD e mais 96 jardas de passe, essa é a produção que esperávamos do trio (Henry, Lewis e Mariota) a temporada inteira, e só chegou agora.

3º - Os TEs bloquearam melhor (#81 continua horrível).

4º - Sharpe em terceiras descidas ... ele está parecendo mais com sua versão da primeira temporada, devemos dar um desconto para esse garoto, ele foi pego na quinta rodada de 2016, produziu bem no ano de calouro, perdeu a temporada de 2017 por lesão, e agora, parece estar voltando à forma. Claro que ele não vai resolver os problemas de recebedores do Titans, mas qualquer ajuda que venha desse grupo, já ajuda!

5º - A defesa continua jogando relativamente bem, embora existam chamadas questionáveis demais!

Mas, então, o que deu de errado no jogo? Na minha opinião:
1º - Blue Coverage ou 2 Read - Esse tipo de cobertura é bacana, você coloca o QB em cheque, e consegue marcar dois recebedores com um misto de cobertura homem x homem e zona. Isso te dá chance de ter mais gente no box, então, é comum chamar esse tipo de cobertura em primeira e longa, pq vc marca 4 recebedores com 4 dbs e tem 7 caras jogando contra a corrida. O problema é que em algum momento, por regras, você tem que decidir quem é de quem. Os dois TDs que tomamos foi nesse tipo de cobertura: o primeiro é erro do Logan Ryan (#26), que tem jogado bem, ele deveria considerar a rota do #13 longa (quebra acima da linha de 7 Jardas - normalmente é o que se ensina) e ficar no WR dele, ele hesita e tomamos o TD. Segunda jogada, mesmo erro, agora a decisão errada é do Adoree Jackson (#25) a rota do TE (que era o jogador a ser lido) é acima de 9 Jardas, então, ele deveria ficar com o WR da extremidade! Não é uma cobertura fácil de se fazer, existe uma área cinza em que o QB pode colocar os DBs em cheque, e Rivers explorou isso muito bem.

2º - Vaccaro precisa voltar logo ... esse #28 é muito ruim. Ninguém joga com segurança ao lado dele.

3º - A interceptação de Mariota na Red Zone: a leitura do Mariota foi perfeita, #81 estava livre, o passe foi ok, mas o #54 deles não comprou o deslocamento no backfield, ficou parado, e defletiu o passe, que caiu no colo do defensor (a bola nunca cai no nosso colo) ... foi uma grande jogada dos caras.

4º - Drops, houveram ao menos dois drops que mataram duas campanhas promissoras, isso tem que acabar, não podemos dropar bolas e esperar vencer jogos.

5º - Mariota não achou o Lewis na primeira conversão de dois pontos no fim da partida.

Todas essas coisas são corrigíveis, o playcalling foi bem melhor que o dos últimos jogos, embora o playcalling defensivo ainda me deixa nervoso por conta de não arriscar quando precisa, houveram chamadas em terceiras decidas no campo dos caras em que mandamos 3 caras atrás do Rivers ... Pow, tem que mandar 12 caras atrás de QB bom! Isso tem me irritado um pouco.

Quanto a decisão de ir para os dois pontos e não para a prorrogação, eu não tomaria essa, mas entendo perfeitamente o raciocínio. Vrabel tem sido agressivo a temporada inteira, e tem dado resultado, todos nós gostamos da agressividade, tem dias que não vai funcionar ... prefiro perder assim, do que voltar a ter medo de vencer as partidas ... se for prá cair, melhor cair atirando. Mas, ele explica que naquele momento estava sem alguns titulares (dois guards) e que isso influenciou a tomada de decisão.

Estamos 3-4, brigando na AFC South. E agora? É descansar, arrumar esse jogo corrido, curar os contundidos, arrumar o que está errado e voltar a ganhar!

Go Titans!

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O que a Comissão Técnica está fazendo?

21 x 0 para o Ravens ... SÉRIO? 21 x 0!!!! Certamente eles não fazem ideia!

Automaticamente, os atletas em campo também não faziam! Péssima atuação dessa comissão técnica, tão elogiada nas semanas 2, 3 e 4. A impressão que tenho é que eles não têm noção do que fazer quando é sua responsabilidade vencer.

O que ví? Um time totalmente despreparado em um planejamento muito, mas muito mal feito e um ajuste ainda pior! Foi vergonhoso! E não tenho esperança que isso fique melhor, sério!

O ataque foi inexistente ... Mariota sofreu 11 sacks, isso mesmo, onze sacks, ontem ... por que?

Por que ninguém respeita nosso jogo aéreo, então todos marcam homem x homem, um safety fica para garantir as jogadas fundas, como temos, normalmente 3 recebedores "efetivos" em campo a maioria do tempo, o adversário tem sete defensores para ir atrás do que está acontecendo no backfield (onde jogam o Quarter backs e Running backs). Resultado: fim do jogo corrido, vários tackles atrás da linha de scrimmage, sacks, sacks e mais sacks.

Ter tantos atletas em cada snap jogando contra o nosso backfield causa impressão que a OL é horrível, claro que a mesma está jogando abaixo do esperado, mas, acredito que o resultado é mais mérito do plano de jogo do time adversário, jogando "sem a responsabilidade de vencer". O que eles fizeram, corretamente, foi mandar a "casa toda", arriscar alto na pressão ao backfield, por que se der ruim, era o esperado. Usamos isso com sucesso contra Texans, Jaguars e Eagles, enquanto Bills e Ravens nos destruíram da mesma maneira.

Fica muito claro que o Titans encarou a preparação como favorito, haja vista a quantidade de atletas atacando o backfield do Ravens. Me lembro de uma terceira para 17 jardas, aproximadamente 15 jardas no campo defensivo do Ravens, e ao invés de pressionarmos o Flacco, mandamos 4 ... ele teve 15 dias prá achar alguém livre e conseguir o first down! QUE TIPO DE JOGADA É ESSA? Manda a casa, pressiona a OL adversária! Seja agressivo! Como você monta uma secundária para permitir a agressividade do front seven e não agride? É claro que você vai tomar um monte de jogadas, isso é NFL ... dê uma identidade prá defesa e, NÃO OLHE PARA TRÁS!

Outras duas coisas que me irritaram muito na defesa nesse jogo: 1º - Evans chamando as jogadas e fazendo os ajustes ... pelo amor de Deus, o garoto não sabe nem jogar ainda!!!! Ele fez muita besteira, mas, muita mesmo ... em várias ocasiões ele fez ajustes e as regiões flats ficaram livres ... diversas avenidas! Não me entenda mal, acho que o garoto está melhorando como jogador, mas não dá prá ele chamar jogadas ainda! 2º - #53 em campo em terceiras descidas! Pelo amor de Deus o Bates está no time prá jogar em time de especialistas. Não inventa cara! Ele estava mais perdido que cego em tiroteio! A defesa não sabia o que fazer em campo ... Isso acontece sempre que se tenta tirar a principal característica da mesma ... Se a defesa é agressiva, e depende de pressão na linha, não importa, contra quem você está jogando, dê pressão na linha ... obviamente, você vai tomar algumas jogadas (defesa é assim mesmo, cobertor curto), mas tem muito mais chances de sucesso!

O pior é chegar ao intervalo e não sentir a necessidade de mudança no planejamento, perdendo de 14 x 0 fora o baile! Isso é inadmissível!

Ok, a defesa tem crédito, por que tem nos segurado nos jogos, mesmo assim, eu espero o máximo sempre!

Essa derrota vai para a conta da Comissão Técnica que fez um péssimo trabalho! Deu raiva de ver um time tão despreparado em campo!

Domingo que vem é na Inglaterra ... se continuar assim, vamos preparando o lombo!

Go Titans!

PS.: Até o inerrável Kern errou ontem ... dia para se esquecer!

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Is the Titans real deal? I don't think so!

Em três semanas nenhum dos comentaristas especializados do PFF apostaram no Titans como vitorioso nos jogos contra Texans, Jaguars e Eagles, mesmo assim vencemos. Isso despertou nos jogadores e na torcida em geral a "tremenda falta de respeito" com que tratam o nosso time.

A verdade é que respeito na NFL deve ser conquistado semana a semana, se o seu time é queridinho tem mais facilidade, se não o é e ainda está situado em um mercado pequeno, o time tem que merecer o respeito. Isso se faz ganhando jogos e, ganhando bem!

Então chegamos à semana 5, estando 3-1, poucos fanáticos do Titans dariam essa previsão, mas chegamos e: adversários, imprensa, diretoria e, principalmente os torcedores queriam saber: Esse "Is the Titans real deal?" (Titans é um contender?).

Contender (ou Superbowl Contender) - são times considerados bons o suficiente para disputar uma vaga no Superbowl (que é o jogo do título da NFL). 

A pergunta pergunta veio por que contenders batem times piores. Não é uma tarefa simples ganhar de um time pior que o seu na NFL, por que o time pior sabe que é pior e sabe o que tem que fazer prá bater times melhores. Os Bills colocaram um bom plano em campo (semelhante ao plano do Titans contra o Jaguars) e foi feliz! Minha visão, extremamente limitada de Futebol Americano, me permite enxergar o fato de ser ou não "Real Deal" nas três fases da bola:

1 - Time de especialistas - Nosso time de especialistas é bom. Não é o melhor do mundo, mas é bom ... ainda possui falhas na cobertura de chutes, mas temos boas peças em todas as fases, Punter (certamente um dos 3 melhores na NFL), Kicker, Retornadores ... é um ST de contender e, não decepcionou nesse jogo o #14 (não escreverei o nome desse cidadão) teve um bom retorno, por pouco não quebra para um TD.

2 - A defesa é, facilmente, a melhor unidade do time - Limitamos o Josh Allen a 82 jardas de passe. Entretanto, LeSean McCoy e Chris Ivory correram bem em momentos decisivos contra nossa defesa. Woodyard e Vaccaro fazem falta para limitar o jogo corrido, muita falta. Faz falta de um Nose Tackle imenso no meio da DL prá ancorar dois OLs, no mínimo, em primeiras descidas e deixar raias livres para os LBs. Outro problema nesse jogo foi a quantidade de tackles errados, Vrabel, o HC, contou 14 nesse jogo ... você não pode errar tackle e esperar sair ileso ... infelizmente isso é NFL e os RBs irão te punir se você errar. No fim, acho que, como em todos os jogos, a defesa mantém nosso time competitivo e, não foi diferente nesse jogo, mesmo com os erros (a maioria corrigível - o problema do Nose, acho que só para a próxima temporada), temos uma defesa de contender e, relativamente nova, ver Brown e Evans em campo juntos, melhorando semana a semana é bem legal.

3 - O Ataque aqui é o grande problema do time, acho que falta talento. Acho que os nossos OTs não estão bem fisicamente (Lewan se machucou novamente e ficará fora algum tempo) e isso afeta toda a OL, afetando todo o ataque. Penso ser injusto com os RBs dizer que eles estão mal por que, de fato, não tivemos um jogo para que os números viessem a tona. Mas, nesse jogo vi pelos menos dois erros de gap do Henry (falta de visão) e Lewis cometeu um fumble em um omento crucial do jogo, acho que ainda podem melhorar durante o ano, vamos precisar. Jonnu Smith é uma total decepção, hoje não temos TE, subimos um do time de desenvolvimento prá ver se resolve (oremos). E os WRs estão bem abaixo do que deveriam estar. Esperava mais de Taylor e Sharpe. Muitos, mas muitos drops! E o #14 ... Ah o #14! Primeiro ele deixa o defensor cruzar a frente dele numa Slant, a essa altura do campeonato como WR do Titans, ele já deveria saber correr a rota preferida do seu QB, não tem desculpa (interceptação lançada em sua direção) ... E o #14 dropou uma bola perfeita do Mariota dentro da Endzone sem nenhum defensor a menos de 1 KM de distância dele ... como assim? Matou o jogo! O ataque não é um bom ataque hoje, gosto do esquema, mas os jogadores não são tão bons quanto os do Rams (que rodam o mesmo esquema) ... Precisamos evoluir de alguma forma esse ataque.

Voltamos então na pergunta: "Is the Titans real deal? I don't think so (Não acho que seja)!" - Essa é uma liga de ataque. Se o seu ataque não é bom e o seu time não se chama Jaguars, é difícil considerá-lo um Contender, sendo assim, eu não acho que sejamos um Superbowl contender.

Talvez seja uma reação exagerada, mas a verdade é que fora o jogo do Eagles, em sido sofrível ver esse ataque em campo por conta dos atletas presentes no mesmo. Esperamos que melhore! Oremos!

Go Titans!

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Essa vai ser difícil de esquecer

Sem dúvidas esse foi uma dos melhores jogos de temporada que eu vi em Nashville. Sejamos sinceros, somente os torcedores muito fanáticos pelo Titans (conheço alguns) acreditavam nessa vitória! Todos os analistas gringos davam vitória para os Eagles. Nenhum dos analistas do PFF (importante site de estatísticas) deram vitória do Titans, prá ser justos, nenhum deles dá vitória para o Titans nas últimas 3 rodadas, NENHUM!

Mesmo assim VENCEMOS!!!! Titans 26 x 23 Eagles.

Não se engane Jaguars e Eagles têm bons times, e essas vitórias não foram fatos aleatórios (que de semana a semana acontecem na NFL, existe algo diferente acontecendo em Tennessee.

Fato é que o time estava preparado para o que iria enfrentar (fato recorrente nos últimos jogos) e o plano desse jogo era totalmente diferente dos demais. Domingo eles deixaram Mariota lançar, e sinceramente, não fossem os Drops, provavelmente teríamos uma vitória mais fácil.

Pontos altos: Mariota jogou o fino da bola - completou 16 passes consecutivos, lançou para 344  dois TDs e uma interceptação ele ainda correu para 46 jardas e um TD. O bacana é ver um ataque no qual ele pode ser realmente bom! Um ataque feito para o QB, amigável com um monte de boas opções ... e vai ficar melhor quando o jogo corrido for concertado e os WRs pararem de dropar tantas bolas.

Corey Davis fez um jogaço: 9 recepções, 161 jardas e o TD da vitória! Esse é o jogo que transformará Davis, de fato, no WR #1 que a muito não vemos no Titans!

A Defesa como um todo tem permitido que o Titans seja competitivo e não foi diferente essa semana jogaram o fino da bola ... mesmo perdendo Vaccaro. A perda de Woodyard no início do jogo assustou mas, em contra partida, tivemos a chance de assistir Evans (#54) e Brown (#55) ILBs jogando pela primeira vez um longo tempo juntos, e sério, eles foram feitos um para o outro ... tem algumas jogadas impressionantes dos dois, Evans batendo de frente (hit and sheed) com guard de 300+ libras e Brown se aproveitando para fazer tackles para pouquíssimos ganhos ... foi bacana demais de ver! E o Harold Landry III? O que dizer? Esse moleque vai ser um estrondo, sério ... se esses três continuarem a crescer, nossa defesa estará setada por anos!

A Comissão Técnica tem feito um trabalho excelente! Achamos um Lider de verdade em Mike Vrabel, os atletas amam o cara, ele trabalha duro, os coordenadores claramente seguem o cara e ele tem peito, ir para três quartas descidas na prorrogação ... quando ele tira o time de especialistas de campo podendo chutar e empatar o jogo, eu pensei: "Esse cara quer ganhar!", o time entendeu isso, o time sente a confiança do seu técnico e isso só muda tudo!

A temporada é longa, mas esse jogo, não vai sair de nossa cabeça por um bom tempo! JOGAÇO!

Estamos 3-1, agora é jogar contra os Bills e torcer para que consigamos fazer bons planos contra times piores que o nosso!

Go Titans!


sábado, 15 de setembro de 2018

O caos na Flórida


Muitas coisas podem dar errado em um jogo, e quase todas aconteceram na partida de SETE horas entre Titans e Dolphins, em Miami. Ninguém se deu ao trabalho de pesquisar, mas eu me arrisco a dizer que nenhum HC teve uma estreia tão turbulenta quanto a do Mike Vrabel. Sob o comando de Mike Mularkey, as contusões não foram um fator de preocupação para a nossa torcida. Nem sempre a sorte está com você, isso é meio óbvio, mas o acaso não precisava cobrar as suas dívidas com tanta rigidez.

Se estivesse vivo, Nelson Rodrigues escreveria que o Sobrenatural de Almeida escolheu o Titans como sua equipe em 2018. Antes mesmo do início da temporada, nós perdemos o safety Jonathan Cyprien. Também no training camp, Rashaan Evans e Harold Landry se machucaram. Ambos os calouros não viajaram para a Flórida. Nos gramados do estádio Hard Rock, foi a vez do ataque sofrer com lesões. Hits desleais tiraram Marcus Mariota e Taylor Lewan da partida. Achou pouco? Faltando poucos minutos para o fim da peleja, Delanie Walker sofreu uma gravíssima lesão que pode ter encerrado a sua carreira. Porra, Sobrenatural de Almeida!

Apesar dos percalços, o Titans vinha fazendo um jogo decente contra o Miami. Não era absurdo pensar em vitória, mas em um certo momento do confronto, a minha preocupação era saber se a gente teria jogadores suficientes para permanecer na partida. Sem exagero, em um curtíssimo intervalo de tempo, foram receberam atendimento médico Mariota, Lewan, Adoree’ Jackson e Wesley Woddyard. Junto a tudo isso, o jogo sofreu duas paralisações de duas horas. O Dolphins garantiu a vitória quando restavam poucos minutos para o início do Sunday Night Football.

Acompanho o Titans desde 2000. Foram muitas derrotas vexatórias nesse período, mas nada tão frustrante quanto essa estreia. Lesões fazem parte do esporte, isso eu entendo perfeitamente, mas perder Mariota e Lewan por jogadas maldosas em que nem falta marcaram
foi muito revoltante. Mais tarde, quando o Titans empataria o jogo, ainda anularam de forma bizarra um grande TD do Derrick Henry. Volto a dizer, é difícil você encontrar um dia em que o Sobrenatural de Almeida atazanou tanto assim uma.

Titans viajou até Miami para enfrentar os Dolphins, mas acabou tendo que encarar o CAOS.

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Prevendo Vitórias e Derrotas


Essa semana disse em uma rede social: "Claro que sabemos que ter um novo head coach e um ataque totalmente diferente do que se tinha, dificilmente, fará um time vencedor esse ano, mas ... ACREDITAMOS QUE VENCEREMOS!!!".

Essa é a beleza de ser torcedor: NÃO PRECISAMOS SER RACIONAIS!

Então sinta-se a vontade para sonhar, cornetear as minha previsões e, principalmente, se divertir colocando as suas.

Semanas: 
  1. Titans x Dolphins - Fora - 1-0 (V)
  2. Texans x Titans - Casa - 2-0 (V)
  3. Titans x Jaguars - Fora - 2-1 (D)
  4. Eagles x Titans - Casa - 2-2 (D)
  5. Titans x Bills - Fora - 2-3 (D)
  6. Ravens x Titans - Casa - 3-3 (V)
  7. Titans x Chargers - Fora - 4-3 (V)
  8. Semana de Folga
  9. Titans x Cowboys - Fora - 5-3 (V)
  10. Patriots x Titans - Casa - 5-4 (D)
  11. Titans x Colts - Fora - 6-4 (V)
  12. Titans x Texans - Fora - 6-5 (D)
  13. Jets x Titans - Casa - 7-5 (V)
  14. Jaguars x Titans - Casa - 7-6 (D)
  15. Titans x Giants - Fora - 8-6 (V)
  16. Redskins x Titans - Casa - 9-6 (V)
  17. Colts x Titans - Casa - 10-6 (V)


Importa mesmo que a temporada começa amanhã, e domingo tem Titans!
PS.: É bom estar de volta!

Go Titans!

domingo, 2 de setembro de 2018

Previsões da temporada


Agora que o inferno chamado pré-temporada acabou, a gente pode finalmente falar sobre futebol americano de verdade. Daqui a sete dias, o Titans volta a jogar uma partida desde 13 de janeiro. Foram 240 dias sem ver o time em campo. Nesse longo período, aconteceu quase de tudo com a franquia, e é inegável que o time está mais forte do que antes, mesmo sofrendo com várias lesões na defesa.

O elenco montado pelo GM Jon Robinson é muito bom e a confiança da torcida em Nashville está nas alturas. Será que o que temos vai ser o suficiente para obter o primeiro título da AFC South na década? Eu acho que sim, porém todas as peças vão precisar se encaixar e o time vai ter que evitar mais lesões.

Não sou muito bom com previsões, mas mesmo assim eu gosto de arriscar. Vamos lá:

Recorde otimista: 12-4 / Recorde realista: 10-6 / Recorde Pessimista: 6-10

Eu acho que o teto do Titans em 2018 é a marca de 12 vitórias. Para alcançar este recorde, o melhor em dez anos, as jovens estrelas no ataque e na defesa vão precisar jogar tudo o que sabem e até um pouco mais. No ano passado, vencemos nove jogos e perdemos sete, sendo que em apenas duas vitórias e duas derrotas o placar foi elástico. Ou seja, o Titans poderia ter obtido um 14-2 ou um 2-14.  Em um calendário que ficou muito tranquilo, os comandados por Mike Mularkey conseguiram diversas vitórias apertadas, o que mostra que a equipe teve muita mais sorte que juízo.

Sobrar na NFL é algo que poucos conseguem. Mesmo melhorando muito em 2018, o Titans vai precisar contar com a ajuda do acaso em vários jogos. É sempre perigoso falar sobre a força do calendário, afinal, lesões atrapalham quase todas as equipes, e um time forte hoje pode ficar fraco daqui a alguns meses. Mesmo com todas as ponderações necessárias, é inegável que encarar as franquias da AFC East e da NFC East é um desafio bem indigesto.

O principal motivo que me leva a acreditar em ao menos dez vitórias é a evolução do ataque. Se adaptar a um esquema novo nunca é fácil, mas o Mariota já mostrou que consegue fazer transições complexas com certa facilidade. No ano passado, o camisa 8 foi o QB mais azarado da NFL por uma distância considerável. Nos quinze jogos que fez, ele lançou 15 INTs e 13 TDs, números que indicam que a temporada foi desastrosa, porém não foi bem assim, principalmente se você levar em conta que nenhum oponente “dropou” uma INT e os seus receivers deixaram cair três passes que seriam TD. Mariota evoluiu em vários aspectos. Além de ter sido bem mais preciso nas deep balls, ele reduziu consideravelmente os fumbles, um dos seus maiores defeitos.

Mariota não joga sozinho, e se ele não rendeu o esperado na última temporada, foi muito por conta da queda de desempenho da OL. O quinteto titular continua intacto, mas com uma mudança significativa. Agora, eles vão utilizar o esquema Zone Blocking, o que deve favorecer os bloqueadores mais atléticos do grupo.

Sem o peso morto que foi o DeMarco Murray no ano passado, a produção por parte dos RBs deve melhorar bastante. O mesmo pode se dizer do grupo dos WRs. Davis está saudável e ao que tudo indica, o time finalmente vai utilizar o Taywan Taylor da forma correta. Com Tajae Sharpe de volta e Rishard Matthews de contrato renovado, o Titans tem um quarteto muito sólido, talvez o melhor já visto por aqui.

Novamente, o ponto forte do ataque deve ser os TEs. Falar do Delanie Walker é chover no molhado, por isso eu vou citar Jonnu Smith e Anthony Firkser, dois atletas muito jovens que mostraram capacidade para agarrar os passes e produzir bastante com a bola em mãos.

Mike Vrabel é o primeiro head coach de defesa do Titans desde a saída do Jeff Fisher. Eu não ligo a mínima para o que ele fez em Houston como coordenador, afinal, você não escolhe o comandante de um time baseado apenas em currículo. Junto com o veterano Dean Pees, Vrabel vai mudar a cara dessa defesa. Pode apostar.

Sob a batuta do lendário Dick LeBeau, a defesa se mostrou perdida em inúmeros jogos. Lembro que em 2016, o Titans se colocou em um buraco contra Texans, Charges e Colts porque a unidade parecia que não havia sido preparada para aqueles jogos. Na temporada seguinte não foi diferente. Mesmo com um investimento pesado, a secundária sofreu bastante porque LeBeau insistia em dar protagonismo a jogadores ridículos como Brice McCain. Sem falar das inúmeras vezes que algum Edger Rusher foi deslocado para a cobertura em um 3rd down, o que sempre resultava em uma jogada de sucesso do ataque. Como eu odiava isso. A verdade é que vários atletas talentosos não renderam o que podiam. Caso isso seja corrigido, o Titans vai voltar a ter uma defesa capaz de brilhar nos momentos mais decisivos.

Por fim, o special teams, que continua muito forte. Enquanto Bret Kern é um punter all-pro, Ryan Succop já provou ser um dos kickers mais seguros da NFL, mesmo não tendo aquela perna. O long snapper Beau Brinkley não compromete e os retornadores são excelentes, assim como os gunners.


O que eu acho que vai acontecer:

Voltamos aos playoffs
Marcus Mariota se torna o primeiro QB do Titans a lançar para mais de 4 mil jardas
Adoree’ Jackson anota um touchdown
Andrew Luck perde a primeira para o Titans
Henry passa das mil jardas corridas

O que eu acho que não vai acontecer:

Corey Davis com mil jardas recebidas
Algum defensor com ao menos dez sacks
Titans varrendo o Jaguars
Titans vencendo os três jogos no primetime
Algum desempenho fora do comum dos calouros

domingo, 27 de maio de 2018

O draft mais estranho do Titans


Utilizando o jargão do nosso futebol, o draft é uma caixinha de surpresas, e em 2018, o Titans conseguiu surpreender todos os seus torcedores. Se no início do ano alguém me falasse que o Jon Robinson iria selecionar apenas quatro jogadores, sendo dois deles Rashaan Evans e Harold Landry, eu acharia essa opinião ridícula.

Claro que sair do recrutamento com uma dupla de LBs desse calibre é fora de série, porém é sempre arriscado acumular um número tão baixo de escolhas. Foi apenas a terceira vez nesta década que uma franquia optou por selecionar menos de cinco atletas. A lógica diz que quanto mais picks um time tiver, maior a chance de encontrar titulares. Entretanto, não existe uma fórmula de sucesso para o draft. Independentemente da estratégia a ser utilizada, todas as equipes estão sujeitas a erros.

Nesta temporada, eu acredito que Robinson chegou ao draft com a certeza de que o desempenho do elenco foi afetado pelo trabalho da antiga comissão técnica. No período de free agency, ele fez mais contratações do que de costume, buscando qualificar o elenco para que a sua estratégia no recrutamento fosse a mais agressiva possível. Com a chegada de Michael Campanaro (WR), Will Compton (ILB), Blaine Gabbert (QB), Bennie Logan (NT), Kevin Pamphile (OL), Xavier Su'a-Filo (OG) e Kendrick Lewis (S), o GM ganhou a liberdade de fazer quase tudo com as suas seis escolhas.

É importante dizer que antes do recrutamento, o Titans tinha algumas necessidades, mas nada gritante, ao contrário de 2017 e 2016, quando a equipe não podia se dar ao luxo de não escolher um WR e um OT, respectivamente.

Eu não nunca acreditei na chegada de um ILB, afinal, Wesley Woodyard se destacou em 2017, o calouro Jayon Brown mostrou potencial e o Will Compton foi contratado, porém o time entendeu que o Evans é um jogador diferente. Muito versátil, o defensor de Alabama pode ficar em campo nos 3 downs. Em toda a sua carreira em Alabama, o jovem de 21 anos mostrou habilidade para infernizar os QBs em blitzes e atuando como EDGE, o que é excelente para a defesa blitz-heavy de Dean Pees.

“O jogo de Evans pode ser definido utilizando os adjetivos físico, agressivo e explosivo. Sua velocidade e força na hora de alcançar os atacantes saltaram da tela enquanto eu analisava os ataques, então eu dediquei parte do meu tempo a estudá-lo. O mais atraente do meu estudo foi que o estilo do Evans encaixa com as defesas de Vrabel e Pees em Houston e Baltimore nos últimos anos”, disse o analista Brandon Thorn.

Evans não foi muito utilizado na cobertura de RBs e TEs em Alabama, mas Thorn acredita que com as suas habilidades físicas, ele não vai sofre muito na NFL.

“Ele possui o tamanho, a velocidade e técnica para se tornar uma peça fundamental da defesa. Evans ainda precisa aprender a domar a sua agressividade na hora de aplicar tackles, mas ele deve continuar evoluindo com a comissão técnica do Tians”, completou Thorn.

Para entender o que o Titans fez neste draft, você precisa responder a essa pergunta: Harold Landry vale o que o time pagou?

A troca pelo Evans foi muito boa. De acordo com o com a tabela de valores do site Football Perspective, Robinson “pagou” um pick de 5th round a mais do que deveria para subir até a 21ª posição. Já na negociação envolvendo Landry, o Raiders ganhou de troco uma escolha de 4th round.

O histórico do Titans na segunda rodada é muito ruim. Nos últimos anos, o time selecionou incontáveis busts em diversas posições, por isso a torcida sempre fica com um pé atrás, mas Landry vale o risco. Saudável, ele seria um dos primeiros 15 atletas a sair no draft. Problemas físicos e uma queda de rendimento em 2017 fizeram muitos times duvidarem do seu potencial, mas Robinson não pensou duas vezes e fez a troca que pode mudar essa defesa em 2018.

“Ele ainda tem velocidade e a capacidade de evitar os OTs. Landry não é muito alto, porém possui ótima envergadura e força nas mãos. Eu acho que no ano passado ele atraiu muita atenção. Quando você se destaca, na temporada seguinte tem sempre mais um jogador querendo fazer o bloqueio. Não podemos estar mais em êxtase com essa escolha”, revelou Robinson.

Landry vai ter a concorrência de Brian Orakpo e Derrick Morgan, dois veteranos com carreiras muito sólidas na liga. Por esse motivo, o calouro deve entrar em campo nos 3rd downs. Não espere uma produção digna de um Jevon Kearse, mas também não se assuste se ele encerrar 2018 com mais de 6 sacks.

Dane Cruikshank foi o último defensor selecionado pelo Titans. Cotado para sair a partir da terceira rodada, o DB de Arizona caiu até o 5th round. Ao contrário da maioria dos jogadores escolhidos por Robinson, ele chama atenção mais por suas habilidades físicas do que por sua produção no college.
Muitos acreditam que Cruikshank pode facilmente fazer a transição de safety para CB, mas em Nashville ele deve reforçar a rotação dos safeties. A dúvida que fica é se ele pode incomodar Jonathan Cyprien, veterano que pouco agradou no ano passado.

O Titans se despediu do draft em grande estilo. Na sexta rodada, com o pick 199, o mesmo do astro Tom Brady, Robinson foi atrás do QB Luke Falk, mais um prospect que caiu bastante no draft. Muitos acreditam e o histórico mostra isso, que após o fim da quinta rodada o que conta é a sorte. Sendo assim, o mais indicado é acumular o máximo de escolhas possíveis, e foi isso que fizemos em 2017. Nesta temporada, Robinson preferiu ir atrás de um jogador que não deveria estar ali, e de uma posição muito importante. Desde que chegou a NFL, Marcus Mariota nunca jogos todos os jogos da temporada, logo, o QB reserva tem um peso muito grande. Com Cassel, o Titans não era competitivo. Gabbert não é o reserva dos sonhos de ninguém, mas Falk pode se tornar daqui a alg
uns anos.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Calendário do Titans em 2018


O Titans já sabe o caminho que vai ter que perseguir para voltar aos playoffs da NFL. Em 2018, além de encarar os oponentes de divisão duas vezes, vamos enfrentar as equipes da AFC East, NFC East e o Los Angeles Charges e o Baltimore Ravens.

O início da jornada vai começar em Miami, cidade em que o Titans também fez a sua estreia nas temporadas de 2001 e de 2004. A nossa última vitória na semana 1 aconteceu em 2015, quando atropelamos o Tamba Bay Bucannears na Flórida. Estreando fora de Nashville, o saldo da equipe é de cinco vitórias e cinco derrotas.

Confira a ordem dos jogos e o retrospecto do Titans contra os seus 13 adversários:

Semana 1 – Titans at Miami Dolphins (5v7d)
Semana 2 – Titans x Houston Texans (17v15d)
Semana 3 – Titans at Jacksonville Jaguars (24v14d)
Semana 4 – Titans x Philadelphia Eagles (4v1d)
Semana 5 – Titans at Buffalo Bills (6v2d)
Semana 6 – Titans x Baltimore Ravens (7v9d)
Semana 7 – Titans at San Diego Charges (1v8d)
Semana 8 – Bye
Semana 9 – Titans at Dallas Cowboys (2v3d)
Semana 10 – Titans x New England Patriots (1v7d)
Semana 11 – Titans x Indianapolis Colts (9v24d)
Semana 12 – Titans at Houston Texans (17v15d)
Semana 13 – Titans at New York Jets (3v6d)
Semana 14 – Titans x Jacksonville Jaguars (24v14d)
Semana 15 -Titans at New York Giants (4v1d)
Semana 16 – Titans x Washington Redskins (2v3d)
Semana 17 – Titans x Indianapolis Colts (9v24d)

Análise:

Alguém na NFL realmente gosta do Titans. Pelo segundo ano consecutivo, eu acho que a liga preparou um calendário muito bom para o nosso time. Começo destacando o bye após a partida em Londres, diante do Charges. No ano passado, três franquias atuaram sete dias após duelo na capital da Inglaterra, e apenas o Dolphins conseguiu vencer, logo contra a Titans, quando não tivemos o Mariota. Outra coisa positiva é enfrentar os Charges em campo neutro. É inegável que o time de Los Angeles é um dos nossos piores carrascos. São oito triunfos em nove confrontos, muitos deles com placares elásticos.

Assim que tiver a sua semana de descanso, o Titans viaja até Dallas para encarar os Cowboys, outra equipe que recebeu folga na semana 8. O time do Texas vai ser o nosso único oponente que veio de bye. Outro ponto positivo é que essa será a nossa viagem mais longa em toda a temporada.

O final da temporada do Titans também um cenário favorável. Das últimas quatro partidas em 2018, três vão ser no Nissan Stadium. O único confronto fora de Nashville vai ser contra o Giants, equipe que somou apenas três vitórias em 2017.

Toda projeção neste momento é muito precipitada. No ano passado, nós comemoramos o fato de enfrentar o Rams na semana 16, mas assim que a temporada começou, toda a torcida percebeu que a partida não seria tranquila.

Para voltar aos playoffs, o Titans vai precisar vencer ao menos 10 jogos. O nível da AFC South é outro em 2018. Acho que nesta década, nunca a divisão chegou a ter ao menos três times com condições de brigar pelo título de divisão, e isso vai acontecer daqui a alguns meses. O Colts está fora da disputa por um motivo óbvio, porém se o Luck realmente voltar 100%, eles podem sim sonhar com uma classificação para a pós-temporada.


sábado, 17 de março de 2018

Titans na free agency

A montagem do elenco do próximo campeão do Super Bowl começou na última terça-feira. Quando a torcida do Titans já ameaçava um chororô daqueles nas redes sociais, o time surpreendeu com o anúncio da contratação do CB Malcolm Butler, ex-Patriots. Horas depois, Jon Robinson foi atrás do RB Dion Lewis, uma peça fundamental no ataque do atual vice-campeão. Após as duas contratações, a equipe tratou como prioridade as renovações do OG Josh Kline e do DT DaQuan Jones.


Certamente o Titans vai começar a temporada 2018 mais forte do que no ano passado. Mas esses eram os jogadores que a franquia deveria contratar? As renovações foram necessárias? Confira a primeira análise do time na free agency.



CB Malcom Butler – 5 anos, US$ 61 milhões (US$ 30 milhões garantidos)


Em uma liga em que os ataques utilizam 3 WRs na maioria das suas jogadas, você deve investir na secundária a todo momento. Em 2016, o Titans foi atrás do Logan Ryan na free agency e do Adoree Jackson na primeira rodada do draft. Apesar do investimento considerável, a produção do setor continuou muito pobre, por isso não acho que a chegada do Butler seja desnecessária, mas foi bastante surpreendente.


Antes mesmo do início da free agency, Robinson havia deixado claro que queria mais um CB. Rumores diziam que o Titans manifestou interesse em contar com os serviços de Richard Sherman e Dominique Rodgers-Cromartie, dois veteranos cortados no início do mês.


Por canta da forte ligação de Robinson com o Patriots, eu achei que o Butler seria carta fora do baralho, uma vez que ele não jogou o último Super Bowl. Até hoje não se sabe o porquê, porém os indícios mais fortes indicam que ele assistiu a finalíssima do banco por conta de problemas disciplinares. Robinson sempre diz que procura atletas que colocam o time em primeiro lugar, e esse não me parece ser o caso do Butler.


Dentro de campo, Butler conseguiu construir uma carreira muito sólida, principalmente em se tratando de um atleta com atributos físicos bastante modestos. Não estamos falando de um cara rápido, que salta muito ou que tem boa estatura. Butler compensa tudo isso com muita dedicação, agressividade, inteligência e ball skills, algo que Robinson já declarou que é fundamental na posição.


Como toda defesa do Patriots, Butler rendeu abaixo do esperado em 2017. Se ele repetir esse desempenho em Nashville, o Titans não vai encontrar a evolução desejada na secundária. Caso o Butler voltar a mostrar tudo que apresentou há dois, eu posso garantir que a defesa vai começar a tirar os seus adversários de campo muito rápido.


Em seu auge, Butler colocou o WR Antonio Brown no bolso durante o AFCCG. Em duelo com Odell Beckham Jr, o novo CB do Titans também conseguiu um desempenho satisfatório. Em publicação no site The Player Tribune, o WR Emmanuel Sanders afirmou que Butler está entre os cinco melhores jogadores da sua posição.


“Ele me lembra muito o Chris Harris. Ele também tem aquele cachorro dentro dele. Ele está sempre fazendo aquelas coisas extras que tornam a sua vida desconfortável. Ele é um pitbull. Ele é incansável. Ele nunca vai desistir”, revelou Sanders.


Ainda é cedo para fazer qualquer projeção, mas eu acredito que Butler vai atuar junto com Jackson nas laterais, deixando o slot para o Ryan. Quando o Titans enfrentar WRs muito atléticos, Butler pode cobrir o slot, cedendo o seu lugar para o Ryan.


Eu acredito que a secundária vai crescer durante toda a temporada. Além de contar com um grupo de jogadores especiais, o técnico Kerry Coombs é um cara respeitado e com a mentalidade certa para lidar com todos esses talentos.



RB Dion Lewis – 4 anos, US$ 20 milhões (US$ 11,5 milhões garantidos)


A cada segundo que passa, eu gosto mais dessa contratação. Arrisco dizer que o Titans fechou um dos melhores negócios da sua história na free agency. Com Lewis, o time conseguiu um RB que não tinha desde Chris Johnson em seu auge.


Na internet não é difícil encontrar analistas, todos muito respeitados, que elogiaram a chegada do Lewis. Ao programa de rádio The Midday 180, de Nashville, Greg Cosell e Warren Sharp defenderam que ele precisa ser o RB número 1 da equipe.


Se o Titans utilizar o Lewis da forma correta, eu tenho certeza que os números de todo o ataque vão disparar, incluindo do Mariota. Quem pensa que ele vai ser um cara apenas para os 3rd downs está bastante enganado.


“O passe mais eficaz que um QB pode lançar sob pressão é para o RB. O sucess rate é alto. O número de INTs é baixo. Lewis vai ajudar demais nesse departamento. Já lançar a bola para RBs em terceiras descidas é a jogada que menos garante o first down”, afirmou Sharpe.


Ao contrário de Butler, Lewis teve um ano de 2017 impecável. Nos últimos oito jogos da temporada, ele liderou a liga em jardas corridas. No âmbito das estatísticas avançadas, o jogador de 27 anos também se saiu muito bem, principalmente quando a análise se baseava na sua capacidade de criar jardas. Segundo Matt Harmon, Lewis ganhou uma média de 4,4 jardas quando os defensores estavam a menos de 1 jarda de distancia.


A contratação de Lewis ainda foi muito barata. Mesmo com tudo que apresentou no ano passado, ele obteve um contrato com US$ 11,5 milhões garantidos. Entre 2016 e 2017, DeMarco Murray ganhou mais do que isso no Titans.


No início da free agency eu pensei que o certo seria selecionar um RB no draft a partir da segunda rodada, porém Robinson fechou um negócio da China e mostrou o porquê é considerado um dos GMs mais promissores da NFL.


É bom lembrar que em 2015 e 2016 Lewis perdeu diversos jogos por conta de lesões no joelho, mas ele ainda é jovem e tem apenas 329 carregadas na carreira, por isso não acho absurdo pensar que ele possa ficar as quatro temporadas em Nashville.



DT DaQuan Jones – 3 anos, US$ 21 milhões (US$ 14 milhões garantidos)


A renovação com o Jones é um marco na história do Titans. Ficou assustado? Eu explico. Ao deixar a sua assinatura naquelas papéis, o DT de Penn State se tornou o único jogador selecionado pelo Ruston Webster fora da primeira rodada do draft a ficar com o time após o término do seu primeiro contrato. O dado é absurdo e mostra como a franquia perdeu com esse GM paspalhão.


O acordo com o Jones não me agradou muito. Ele é um jogador interessante, que cumpre bem o seu papel, mas na NFL de 2018 você não pode derramar essa quantia de dinheiro na conta bancária de um DL que não pressiona o QB.


Com o Jones o Titans garante uma defesa forte contra o jogo corrido, mas nos últimos anos isso não nos levou a lugar nenhum. Segundo o Pro Football Focus, em 2017, Jones teve o 41º melhor pass pushing productivity da liga.


Como o depth do Titans na DL ficou precário, eu não condeno essa permanência, porém eu esperava outro tipo de reforço.


OG Josh Kline – 4 anos, US$ 26 milhões (US$ 12 milhões garantidos)


Robinson precisava dessa renovação. Kline foi um dos seus maiores acertos como GM do Titans, e deixá-lo testar o mercado seria um pecado. A poucos dias do início da temporada 2016, Kline chegou ao time através dos waivers. Na week 03, ele assumiu a titularidade na posição de RG e desde então se comportou bem.


Não estamos falando de um OL que vai mudar um jogo, mas ele não compromete. Com o time passando a usar o Zone Blocking, o jogo do Kline tem tudo para crescer.





Jogadores dispensados: RB DeMarco Murray, S Da’Norris Searcy, DT Karl Klug, QB Matt Cassel, KR Eric Weems, NT Sylvester Williams


Ao mesmo tempo que foi gratificante se livrar de pesos mortos como Cassel e Searcy, foi surpreendente ver o time anunciar os cortes de Klug e Williams, jogadores que por motivos diferentes não contribuíram muito na rotação da DL. 


Murray, por sua vez, foi um atleta que ajudou bastante o Titans em sua reconstrução, mas que por conta de lesões não conseguiu entregar o necessário para receber o que o seu contrato pedia. Ele até chegou a solicitar uma reestruturação, porém Robinson entendeu que o momento exigia outro RB ao lado do Henry.


FAs que foram para outros times: ILB Avery Williamson (Jets) e DB Curtis Riley (Giants)


Eu acho o Williamson um ótimo jogador, porém para a NFL de 1970. Hoje ele é um atleta que pode ficar em campo em apenas dois downs, e o Titans ofereceu uma renovação nesse sentido, entretanto, o ILB preferiu testar o mercado e encontrou uma nova casa. Desejo toda a sorte do mundo a ele em NY, onde ele vai ter que marcar os RBs e TEs do Patriots duas vezes por temporada. 


FAs que seguem sem time: OG Quinton Spain, OLB Erik Walden, WR Eric Decker, CB Brice McCain, WR Harry Douglas, QB Brandon Weeden e OL Brian Schwenke


Por ser um RFA, o Spain pode voltar caso ninguém bata a oferta que o Titans fez a ele. Não acho que o OG vai fazer falta se sair. Em caso de retorno vai ser bom, afinal, vamos completar três temporadas com o mesmo quinteto na OL. O restante dos FAs prestou um bom serviço ao clube, mas é hora de qualificar o elenco. 

quinta-feira, 1 de março de 2018

Um mês muito, muito louco


Estou começando a acreditar que o stiff-arm do Mariota contra os Jaguars abriu um portal que levou o Titans a uma dimensão em que  a franquia faz tudo certo. Sim, eu adoro Rick and Morty (assista, por favor), mas o que importa é que janeiro foi histórico para o Titans. Em poucas semanas, o time colocou fim a um jejum enorme de vitórias nos playoffs, conseguiu se livrar do Mularkey, fez ótimas contratações e ainda decidiu jogar de vermelho (isso é só um boato, mas eu adorei). Ficou perdido? Então confira a retrospectiva desse mês muito, muito louco.

06/01/2018 – Titans 22 @ 21 Chiefs
Esse jogo foi um resumo do Titans durante a temporada 2017. O time venceu jogando mal e contando com bastante sorte. Quando ficou em um enorme buraco, perdendo por 18 pontos ao final do primeiro tempo, a equipe abandonou o exotic smashmouth, o que levou o ataque a anotar três TDs consecutivos. A defesa, por sua vez, errou muito pouco e encerrou os 30 minutos finais sem levar um ponto sequer. Foi ótimo ver o Mariota liderando a maior virada de um visitante nos playoffs logo em sua estreia, porém a vitória deixou os torcedores aflitos. Será que o Mularkey ficaria?

13/01/2018 – Titans 14 @ 35 Patriots
Nem nos meus sonhos mais lúdicos eu imaginava uma vitória do Titans na Estrela da Morte. Eu até cheguei a pensar que a gente seria capaz de fazer um jogo equilibrado por três quartos, mas vencer jamais. Duas faltas duvidosas e a insistência no exotic smashmouth facilitaram a vida de um time muito superior. Perder o Jack Conklin também não foi nada bom. Resumo: nossa equipe fez um jogo ruim quando precisava ter uma atuação perfeita para sonhar com o triunfo. 

15/01 – Demissão do Mularkey
No dia da derrota para o Patriots, eu achava que o Mularkey tinha mais de 70% de chances de permanecer no cargo. Apesar da surra, ele conseguiu a primeira vitória da equipe nos playoffs em 15 anos. Não dá para negar que esse é um feito significativo, mas meus amigos, estamos falando de um cara muito teimoso.

Na tarde seguinte, com torcida, imprensa e diretoria ainda de cabeça quente, o Mularkey concede uma entrevista coletiva desastrosa. Além de dizer que estava satisfeito com o que a equipe mostrou durante a temporada, ele revelou que não faria alterações na sua comissão técnica, garantindo assim a permanência do Terry Robiskie.

Quem acompanha o Titans de perto sabe que o Paul Kuharsky é um baita jornalista. Ele pode ser arrogante e as vezes mal educado, mas o cara é bom de serviço. Ao ouvir que o Robiskie ficaria, ele foi com tudo pra cima do Mularkey, que não titubeou e voltou a garantir que permaneceria ao lado do seu braço direito.

Bom, menos de 24 horas depois, com Mularkey fora dos planos do Titans, Kuharsky perguntou ao Jon Robinson se a coletiva do ex-HC ajudou na sua decisão. Ao contrário do que ocorreu com outras perguntas, ele não foi evasivo. Dessa vez,  de forma enfática ele disse: sim!

20/01 – Contratação do Mike Vrabel
No meu último texto aqui no blog, eu acabei não falando sobre a fundamental relação entre HC e GM. Desde que a franquia se mudou para Nashville, o Titans se envolveu em conturbadas escolhas de HCs, com os proprietários sempre decidindo quem seria o contratado. Agora foi diferente. Robinson foi atrás do seu candidato e o tempo que ele levou para fazer isso mostra como o nosso GM estava inclinado desde cedo a contratar o Vrabel.

Eu acredito que Mularkey e Robinson tinham um bom relacionamento, mas essa relação ficou estremecida ao longo de 2017. Quando você gasta uma escolha no top 5 do draft em um WR, você espera que esse cara seja o protagonista do ataque aéreo, mas não vimos nada parecido com isso. Quando você escolhe outro WR no draft, em mais uma posição relevante, você espera mais formações com 3 WRs, mas não foi isso que vimos.

Ficou claro que o Robinson queria que o ataque seguisse outra direção, um rumo que a liga está tomando, porém Mularkey e Robiskie não fizeram isso. Com Vrabel, eu vou ficar muito surpreso de ver essa quebra de confiança, esse desentendimento que coloca em cheque a capacidade do GM de fazer escolhas no draft.

30/01 – Titans contrata Dean Pees e Matt LaFleur
Para entender a busca do Vrabel por seus coordenadores e assistentes é preciso deixar algo muito claro: quando você vai atrás de pessoas respeitadas no mercado, você vai encontrar concorrência. E foi isso que aconteceu com o Titans após a chegada do Vrabel. 

Não é o tópico para falar do Mularkey, mas não tem como deixar de ressaltar que quando você tem como alvo o Terry Robiskie, você vai estar livre para fechar com ele.

Depois de alguns “nãos”, todos com uma explicação plausível, Vrabel conseguiu fechar com uma dupla de coordenadores que vai elevar demais o nível técnico da nossa comissão técnica.

Dean Pees é um técnico bicampeão do Super Bowl que construiu defesas muito sólidas por onde passou. De acordo com o site Football Focus, o pior DVOA da sua carreira ficou na 20ª posição na liga, melhor do que todas as nossas defesas desde 2001.

Por cinco anos em New England, Pees trabalhou diretamente com o Vrabel, primeiro como técnico dos LBs e depois como DC. Eu acho importante haver uma ligação entre HC e o coordenador da aérea que ele é um especialista, principalmente em situações onde o HC é muito inexperiente.

A chegada do LaFleur é a cereja do bolo de um processo que me agradou desde o início. O jovem ex-coordenador do Rams não tinha ligação nenhuma com Vrabel ou com Robinson. Ele veio porque é um nome em ascensão na liga, alguém que tem tudo para ficar em Nashville por poucos anos, talvez apenas um.

Em suas entrevistas como coordenador do Titans, LaFleur já mostrou que vai seguir uma tendência completamente diferente da utilizada pelo Titans nos últimos anos, colocando o talento dos seus atletas acima de qualquer esquema que ele vai implementar.

31/01 – Rumor sobre os novos uniformes do Titans
Quando eu achava que o Titans não agitaria o Twitter por no mínimo algumas semanas, surge um usuário no Reddit com informações sobre o novo uniforme da equipe. De acordo com essa misteriosa pessoa, segundo alguns relatos ela mora próximo da fábrica da Nike, o time vai mudar completamente a sua identidade visual, incluindo logo, cores primarias e capacete. A partir de 2018, o Titans jogaria de vermelho e prata em casa, com outro unforme branco e mais um azul claro.

Alterações desse tipo não são nada baratas, mas desde que assumiu o Titans, a Amy Adams mostrou que não tem o costume de poupar gastos na hora de fazer o que é preciso para ajudar o time. Alguns sinais demostram o interesse da franquia em se deslocar do seu passado em Houston. Por esses motivos, eu não descarto completamente esse rumor, porém eu não acredito. No dia 4 de abril, nós vamos saber quem está certo.

TitanUP!

domingo, 21 de janeiro de 2018

Bem-vindo, Mike Vrabel

Não sou o tipo de pessoa que entra em uma loja e fica alugando o vendedor. Se há algo que me agrada, eu experimento, levo ao caixa e pago. É bom saber que o GM do Titans também é assim. Na busca pelo novo head coach da franquia, Jon Robinson estipulou um objetivo, e logo que o concretizou, ele puxou o gatilho e escolheu o novo técnico principal do time do seu coração.
Com Mike Vrabel, além de ter um líder nato, o Titans vai oferecer aos seus jogadores a oportunidade de aprender com um profissional energético, inteligente e didático.
“Ele é muito durão, dono de um raro QI de futebol americano, grande poder de comunicação e lealdade aos jogadores e auxiliares. É o pacote completo”, disse Field Yates, da ESPN.
A escolha não me surpreendeu, muito pelo contrário. Entre os três candidatos entrevistados pelo Titans, Vrabel era quem tinha mais a ver com a nova filosofia da franquia. Obviamente, a velocidade da contratação foi chocante, porém ela mostra que Robinson realmente havia encontrando quem ele procurava.
“Ser HC não é sobre Xs e Os porque você então estaria falando de coordenadores. Você tá falando do rosto da franquia, o cara que vai comandar o time. Você está procurando um líder, alguém que liderou toda a sua vida”, disse Bruce Arians, Ex-HC dos Cardinals.

Depois de defender Steelers, Patriots e Chiefs por mais de uma década, Vrabel logo se tornou técnico assistente em sua alma mater Ohio State. Por lá, ele trabalhou com Urban Meyer, uma das lendas do futebol americano universitário.
“Ascensão meteórica de um técnico que Urban Meyer não estava inclinado a manter quando chegou a OSU. Meyer pediu para Vrabel mostrar seus conhecimentos em um quadro branco. Ele foi mal. Tentou de novo no dia seguinte. Resultado muito melhor. Em seguida ajudou a recrutar um grande prospect. Então a sua carreira decolou”, contou Bill Rabinowitz, autor do livro sobre a vitória de OSU no primeiro playoff da história do college football.
Não demorou muito para Vrabel chegar à NFL. Com o time do Houston Texans, ele foi um destacado técnico de LBs por dois anos. Alvo de elogios por toda parte, ele acabou assumindo o cargo de coordenador de defesa na última temporada.
“Nossa, mas a defesa do Houston foi um lixo. Por que estão contratando o Vrabel?”.
Tome muito cuidado na hora de omitir opiniões assim. Primeiro de tudo: existe uma diferença enorme nos cargos de HC e coordenador. Segundo, é bastante perigoso julgar o talento de um profissional baseado somente em estatísticas de uma só temporada. A defesa do Texans encerrou 2017 com o 23º melhor DVOA. Isso não é bom, mas se você parar para analisar que o time perdeu AJ Bouye e John Simon na offseason e  J.J. Watt e Whitney Mercilus no início da temporada, não é nada de outro mundo registrar uma queda de 14 posições no DVOA.
“Antes da temporada, eu escrevi como o depth do Houston na posição de edge rusher era de forma isolada o pior da liga. Perder Watt, Mercilus e Simon em meses não é algo que um time está preparado”, afirmou o analista Justis Mosqueda.
Vrabel foi contratado para ser o HC do Titans. Em Nashville, ele vai ser o responsável por implementar uma cultura vencedora, que valoriza atletas dedicados, inteligentes e disciplinados. O seu principal objetivo vai ser fazer de tudo para potencializar as habilidades dos jogadores de todas as três fases. Para isso, Vrabel vai ter que abrir a sua mente para estratégias modernas, mostrando sempre bastante flexibilidade na hora de tomar importantes decisões.

“Ele talvez seja o técnico mais inteligente que eu já tive”, exclamou Jadeveon Clowney, OLB dos Texans. 
Quando jogou na NFL, Vrabel ganhou o respeito dos seus pares ao agir como um técnico em campo. De acordo com Bill Belichick, seu técnico no Patriots entre 2001 e 2008, Vrabel pouquíssimas vezes errou a leitura de uma jogada.
“Melhor forma de descrever o Vrabel foi dita para mim quando ele ainda era jogador. ‘Ele é alguém que toma conta de qualquer lugar que ele entra’. Esse é o sujeito que o Titans está contratando”, revelou Albert Breer, da SI.
Por último e mais importante: "O Titans errou em não priorizar um HC ofensivo para ajudar o Mariota?"
Não! Parem de dizer isso, pelo amor de Deus. Nosso QB precisa de um coordenador que não esteja preso aos anos 70. Só isso. Robinson já fez o necessário ao salvar o Mariota das garras da dupla Mularkey e Robiskie. Há ajustes no jogo dele que precisam ser feitos, mas nada de extraordinário. A contratação do Vrabel não vai impedir o Mariota de ter uma offseason saudável e um ataque que corresponde as suas habilidades.
Eu não sei vocês, mas eu tô bastante confiante no futuro próximo da franquia. Ter Vrabel e Robinson aprimorando um elenco repleto de jovens talentosos igual ao nosso é uma oportunidade que poucas franquias possuem.
“Para aqueles que dizem que é muito cedo para Vrabel ser HC, eu digo isso: Sean McVay assinou com o Rams aos 30. Mike Tomlin foi para o Steelers com 36. O mantra na liga quando eles foram contratados, basicamente, foi: 'é muito cedo'. Em alguns casos é precoce. Mas eu me lembro do que disse Dan Rooney, dono do Steelers, quando eu perguntei se o Tomlin não estava se adiantando demais. Parafraseando, Rooney disse: ‘Nós não vamos estar procurando por um HC daqui a dois anos. Nós queremos um agora. E ele não estaria disponível na próxima vez que a gente fosse em busca de um HC’”, explicou Peter King, da SI.
TitanUP!