segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

As escolhas de Jon Robinson

Não é exagero dizer que as próximas semanas vão definir o futuro do Titans por alguns anos. Já nesta terça-feira, a diretoria do clube vai invadir Indianapolis para mais uma edição do Combine. Diante dos olheiros de todas as franquias, os principais prospects da liga vão mostrar as suas habilidades físicas. Quem se sair bem pode ganhar várias posições no recrutamento, o que significa alguns milhões a mais na conta bancária.


Com o que viu em Indianapolis, o GM Jon Robinson vai se preparar para o free agency 2016, que tem início em 9 de março. O que o Titans fizer vai ter impacto direto no draft. Caso a franquia contrate um RT, a seleção de Laremy Tunsil, OT de Ole Miss favorito a primeira escolha, perde sentido. Já se o time optar por investir o seu dinheiro na defesa, trazendo o safety George Iloka, do Bengals, por exemplo, uma trade down para selecionar Jalen Ramsey, de Florida State, não deve acontecer.

Por conta dos diversos buracos no elenco, imagino que o nosso GM vai ser cauteloso no free agency. Não há porquê gastar muito dinheiro em um ou dois jogadores quando você precisa de muitas peças. O draft pode e deve ajudar mais que o free agency. Veja o que eu faria se estivesse no comando do time:

Free agency:

Acho que o Titans não vai conseguir trocar a primeira escolha do draft. Por isso já dou como certa a chegada de um novo LT. Com Lewan atuando de RT, não há motivos para investir sequer um dólar nessa posição. O foco no free agency precisa ser o interior da linha. Brandon Brooks, do Texans, é um jogador que pode ajudar bastante. É ótimo no jogo corido, tem apenas 4 anos na liga e conhece bem os nossos oponentes.  

Não há muitos centers bons disponíveis, mas com Brian Schwenke saindo do estaleiro, não dá para ficarmos sem um novo atleta dessa posição. Mackenzy Bernadeau e Ted Larsen são veteranos que podem ser contratados por pouca grana. Bernadeau foi reserva de um grande center em Dallas. Apesar de ter 30 anos, o jogador tem um corpo de um profissional mais novo. Já Larsen trabalhou com o Russ Grimm em Arizona. Ele tá longe de ser um grande center, porém ele conhece a forma de jogar do novo treinador.

Além de ter a pior OL da liga, o Titans também não possui um grande grupo de WRs. Por conta do nosso último GM, hoje o time possui apenas 4 WRs no elenco, algo no mínimo bizarro na NFL de 2016. Precisamos de muita ajuda nesse setor, e não é recrutando um WR de uma turma fraca que isso vai mudar. O melhor WR disponível é Alshon Jeffery, do Bears, mas ele não deve sair de Chicago. Seria loucura deixar um atleta desse nível testar o mercado. Restam Marvin Jones (Bengals), Rishard Matthews (Dolphins), Jermaine Kearse (Seahawks), Rueben Randle (Giants) e Travis Benjamin (Browns). O Browns além de renovar com o Benjamin, deve ser o favorito a contratar o Jones. Vejo o Randle como a opção menos ruim. Ele não vai transformar esse grupo de WRs, mas com toda certeza será titular.

Por fim, eu contrataria o RB Alfred Morris, do Redskins. Ele não vem de uma grande temporada em Washington, mas tem o físico que o Mularkey gosta. Vejo a classe de 2017 como a melhor em muitos anos. Acho justo contratar um veterano e ver o que Sankey e Cobb são capazes de fazer. Se o plano não funcionar, vamos ter muitas opções na próxima temporada.

Acho improvável que o Robinson esqueça da defesa no freea gency, mas é o que eu faria. Mesmo sofrendo com desfalques, o Titans conseguiu colocar a sua defesa entre as 15 melhores da liga. O calendário em 2015 foi fácil, o que pesou bastante, mas o grupo tá longe de ser problemático. Prefiro que o Mariota tenha ajuda de jogadores mais veteranos e que calouros reforcem a defesa.


TITANUP!

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