domingo, 14 de março de 2021

Que ano, hein?

 




Antes de qualquer coisa, eu preciso manifestar a minha indignação comigo mesmo. Demorei tanto a escrever este post que o Titans já fez algumas coisas que eu imaginava que eles fariam, o que me tirou o prazer de poder ir ao Twitter e falar: “EU DISSE, NÉ?” 


Falando do que interesse ... Que ano, hein? E estamos em março! É justo reconhecer que o Jon Robinson nunca nos entregou uma offseason desinteressante. Desde que assumiu o comando do time, ele colocou a gente em evidência pra caralho. Foram trocas, contratações e outros movimentos que deram o que falar. 


Por conta dessa bactéria fdp, não tinha como passar desapercebido neste início de março, principalmente levando em conta o número de jogadores do elenco que vão ficar livres para assinarem com outras franquias. Se você estava perdido por aí, eu vou resumir tudo que o Titans fez até agora:


1º Cortamos Adam Humphries, Malcom Butler e Kenny Vaccaro

Ao se livrar de Humphries e Kenny Vaccaro, o Titans não ganhou tanta liberdade assim em sua folha salarial, porém a situação médica de ambos os atletas estava tão crítica que não fazia sentido seguir com eles. Foram cortes inevitáveis. 


Tenho sérias dúvidas se o Humphries vai continuar na NFL, uma vez que as concussões que ele sofreu em 2020 foram gravíssimas. Já o Vaccaro pode encontrar um novo destino, mas não acredito que ele possa oferecer muito em troca. 


Sobre o Butler, destaco que era quase impossível o Titans não se livrar de um dos seus dois CBs titulares, uma vez que ambos têm salários de oito dígitos, e o time foi no alvo certo. Butler é mais velho e menos talentoso do que o Adoree’ Jackson, que não pode jamais ser julgado por sua pequena participação em 2020, quando atuou no sacrifício.


2º Trocamos aquele gordo maldito

Não vou nem citar o nome daquele moleque. O que interessa é que alguém aceitou pagar algo nele, e foi o mínimo possível. Agora o cidadão é problema de Miami. E que problema.


3º Tentamos contratar o J.J. Watt

Num futuro próximo, J.J. Watt vai estar no Hall da Fama da NFL, e em seu discurso em Canton ele precisa agradecer ao Titans. O que seria da carreira deste nobre senhor se a gente por anos não tivesse sofrido com lesões na posição de OT? Como esquecer daquelas partidas em que ele conseguiu múltiplos sacks contra jogadores do practice squad? Sem falar nos nossos péssimos QBs, que adoravam facilitar a vida dos defensores adversários. 


Sobre o J.J. de 2021, eu fiquei bastante feliz de vê-lo longe de Nashville. Enxergo esse negócio como algo arriscado, e não estamos em uma situação em que podemos torrar uma grana absurda em um jogador com um longo histórico de lesões. Prefiro alguém menos arriscado neste ano de CAP reduzido.  


4º Deixamos Jonnu Smith ficar livre

De todos os free agents do Titans, Jonnu era o único que tinha alguma chance de receber a franchise tag, e era o que eu faria. Ele é um TE bastante promissor e que tinha um papel fundamental no ataque. É raro você encontrar atletas com a mesma habilidade física do que ele. E a sua tag nem seria absurda como a do Corey Davis, por exemplo. Agora é torcer para ele ir jogar na NFC.



O que o Titans vai fazer a partir da próxima semana? Bom, eu não vou perder a oportunidade de ser GM por um dia, né? Antes de dar qualquer pitaco, é importante dizer que o nosso elenco ficou repleto de buracos. Faltam WRs, CBs, TEs, DTs, EDGEs e ILBs, uma vez que além dos atletas cortados, Jonnu Smith, Corey Davis, Desmond King, Jayon Brown, Jadeveon Clowney e DaQuan Jones dificilmente retornam. Estamos falando de nove titulares! Algum deles pode permanecer em Tennessee? Sim, mas apostaria apenas no Jonnu, mas não botem muita fé neste desfecho.


Não é difícil perceber que o JRob vai ter bastante trabalho pelos próximos dias. Pelo que eu li aqui e ouvi por ali, eu acho que o caminho a ser seguido vai ser esse:


Na free agency, o Titans vai tentar resolver os seus graves problemas com o pass rush. Pela situação do nosso CAP e até por tudo que o JRob já fez, não esperem o Titans indo atrás dos grandes nomes disponíveis. Vamos tentar conseguir algo de jogadores menos badalados, como Romeo Okwara, dos Lions, Leonard Floyd, dos Rams, Melvin Ingram, dos Charges, e Ryan Kerrigan, do WFT.


A posição de ILB também deve ser fortalecida via FA. Segundo alguns setoristas do Titans, Vrabel e seu staff ficaram irritados com o Jayon Brown. Para a comissão técnica, ele falhou bastante na hora de passar para o restante da defesa o que seus técnicos pediam. Vrabel vai atrás de um ILB veterano para jogar junto com David Long Jr e Rashaan Evans. Talvez pintem em Nashville K.J. Wright, dos Seahawks, Denzel Perryman, dos Charges, e Kevin Pierre-Louis, dos Bears.


Não há tantos bons nomes assim para a posição de TE. O Eagles está tentando negociar o veterano Zach Eartz, e eu pagaria até um pick de 5th round por ele. Caso o time prefira ir atrás de outro jogador mais experiente, não ficaria surpreso de ver no nosso roster Kyle Rudolph, dos Vikings, Trey Burton, dos Colts, e Tyler Eifert, dos Jaguars.


No momento, a nossa situação mais crítica envolve os WRs. Com apenas A.J. Brown e Cameron Batson no elenco, nós precisamos de pelo menos mais 2 jogadores da posição. Num futuro próximo, o A.J. vai receber uma gorda renovação, então não esperem nenhum contrato absurdo para os free agents. Acho que vamos pegar um WR na primeira ou na segunda rodada do draft. No free agency, o Titans deve tentar contar com os serviços de veteranos como T.Y. Hilton, dos Colts, Emmanuel Sanders, dos Saints, Golden Tate, dos Giants, e Danny Amendola, dos Lions. Também gostaria de ver o time tentar as contratações de Curtis Samuel, dos Panthers, e Jon Brown, dos Bills.


A secundária deve receber ajuda através do draft. A classe de CBs é excelente, e jogadores do calibre de Jaycee Horn, de South Carolina, e Asante Samuel Jr, de Florida State, podem ser escolhidos pelo Titans. O substituto do Vaccaro provavelmente está no elenco. Amani Hooker vem jogando muito bem e vai ser o escolhido por Vrabel. Não descarto a chegada de um CB mais veterano para liderar a galera. Richard Sherman, que já foi alvo da franquia há alguns anos, é um nome a ser considerado. Casey Hayward, recém cortado pelos Charges, também. 


Por fim, precisamos falar da DL, que também está com buracos. Simmons é um jogador com potencial de se tornar um All-Pro, porém ele não pode jogar sozinho. Teair Tart foi uma grata surpresa em 2020, mas ainda é pouco. Entre as possibilidades disponíveis no mercado, talvez seria útil ir atrás de um veterano como Malcom Brown, dos Saints, ou Quinton Jefferson, dos Bills.



Essa é uma offseason complicada para todos os times. Acho que o JRob não teve um desafio tão grande assim desde que chegou a Nashville. Mesmo com todas as inevitáveis saídas, a nossa janela para o Super Bowl ainda está aberta, uma vez que o ataque continua com peças excelentes. A defesa vai melhorar, independentemente de quem chegar. Há bons jogadores no elenco, porém o número de buracos é assustador. No momento, o que nós temos para 2021 é isso aí:



ATAQUE

QBs: Ryan Tannehill e Logan Woodside

RBs: Derrick Henry, Darrynton Evans e Jeremy McNichols

FB: Khari Blasingame

WRs: A.J. Brown e Cameron Batson

TE: -

OTs: Taylor Lewan, Dennis Kelly e David Quessenberry

OGs: Nate Davis e Rodger Saffold III

C: Bem Jones e Aaron Brewer



DEFESA:

DTs: Jeffery Simmons, Larrell Murchison e Teair Tart

OLBs: Harold Landry III e Derick Roberson

ILBs: Rashaan Evans e David Long, Jr.

CBs: Adoree’ Jackson, Kristian Fulton, Chris Jackson, Kareem Orr e Breon Borders

S: Kevin Byard, Amani Hooker e Dane Cruikshank



SPECIAL TEAMS:

K: -

P: Brett Kern

LS: -

PR/KR: Cameron Batson e Darrynton Evans 

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Torcedores, calma


Antes de qualquer coisa, vamos falar sobre o elefante da sala. Há torcedores do Titans no Brasil? Sim, temos torcida aqui, mas e se não tivéssemos? Se eu e o Marcelo fossemos os únicos? Foda-se. Ele torce para o Flamengo e eu para um time que eu não merece ser citado. A gente já divide as nossas paixões com milhões de pessoas. Então tá de boa demais.


Voltando ao que interessa, o blog está mais morto que o nosso pass rush. Eu sei que não é o ideal, mas foda-se de novo. Não ganhamos nada pra isso e nunca vamos ganhar, então vai ser assim sempre, hahaahaha.


Aconteceu pouca coisa desde o último post, né? Só o fim da temporada, o Titans perdendo mais um coordenador ofensivo, o Vrabel irritando geral novamente e o Isaiah Wilson fazendo merda. E eu vou falar hoje de tudo de ruim que rolou desde que o sonho de ganhar o Super Bowl acabou. 


Fora dos gramados, o que mais enlouqueceu a torcida foi a permanência de Shane Bowen no comando da defesa. Para quem estava em coma, eis o que rolou:


Vrabel finalmente assumiu que o Bowen foi o coordenador de defesa. Talvez aí estivesse o problema. Pagaram um salário de assistente sendo que o cara teve trabalho de coordenador. Como que rende assim? Vai lá negociar com o patrão, otário, ahahahaha.  


Brincadeiras à parte, eu não faço ideia do porquê desse fuzuê todo, mas perceberam que não pegou bem e decidiram desfazer a palhaçada. Eu realmente não esperava pelo retorno do Bowen. A defesa foi horrível de setembro a janeiro. Claro que as lesões atrapalharam demais, mas tomar 30 pontos do Jaguars, não conseguir um sack contra a OL reserva do Bengals e levar 5 TDs seguidos contra o Browns não dá. Algo precisava ser feito, porém eles não fizeram nada.


Eu acho que isso só aumenta a pressão sobre o Vrabel. Ele vai começar 2021 sabendo que a sua unidade precisa mudar da água para o vinho. Ele foi contratado para ajudar a defesa, e desde que chegou a Nashville, a gente foi no máximo medíocre. O ataque quem levou o time aos playoffs em 2019 e 2020. 


Uma vez que o Bowen vai ficar, vamos tentar analisar as coisas de uma forma mais cerebral. Coloque uma coisa em sua cabeça: defesas são mais irregulares. Independentemente do talento no elenco e de quem comanda, essa unidade é suscetível à variância. E novamente, o Bowen não destruiu uma defesa maravilhosa. Mesmo com o Pees chamando as jogadas, o Titans nunca deixou de ser medíocre. 


Fui em busca de alguns números e me assustei com o que eu encontrei. Em sua história, o Titans já teve defesas incríveis, e a melhor delas foi a do ano 2000. Essa defesa, inclusive, foi a melhor da liga. Ao fim da temporada, o coordenador Greg Williams (aquele que foi demitido dos Jets) virou o HC do Bills. Jeff Fisher então decidiu dar uma chance ao jovem Jim Schwartz, até então um cara com experiência treinando LBs e OLBs (olha as coincidências). O que aconteceu? A melhor defesa da liga se tornou a sexta pior. Imagina a gritaria se houvesse Twitter à época, mas graças a Deus só havia o bate-papo do Uol.


Schwartz ficou e o trabalho dele em 2002 foi medíocre. E aí? Cabeças rolaram? Nada de novo. Jeff  “El Bigodón” Fisher manteve o guri e na temporada seguinte a gente voltou a ter uma defesa topzera. 


Bowen vai repetir Schwartz? Não sei, mas se o Vrabel realmente acredita que o seu assistente é alguém promissor, ele está certo em oferecer uma segunda chance, principalmente se a gente levar em conta que 2020 foi 2020, né? Além da pandemia, o time teve um azar desgraçado com as lesões. 


Passado a limpo a treta Bowen, é hora de falar do outro coordenador do time, o Todd Downing. Essa promoção não me surpreendeu em nada, aliás, não entendi o porquê de tanta euforia quando o Titans realizou mais uma série de entrevistas falsas. Sério, isso me irrita pra caralho e já vem acontecendo desde 2016, quando efetivamos o Mularkey. Parem de entrevistar pessoas que vocês não têm interesse em contratar, porra. 


Se tem algo que ninguém da nossa imensa torcida pode reclamar é do ataque. Os caras entregam mesmo, e dar continuidade era algo óbvio. Agradecemos demais ao Arthur Smith, vulgo menino FedEx, por todos os serviços prestados, mas a fila anda, querido. Boa sorte em Atlanta. Agora a pica é do aspira. 


Downing passou as últimas duas temporadas treinando os TEs, cargo que já foi do Smith. Ele veio de Minnesota, onde chegou a trabalhar com o Kevin Stefanski. Tanto o Stefanski quanto o Smith usam o wide zone offense. Se você não sabe o que é, google it, bitch. É o ataque da moda e ele encaixou como uma luva no Titans. Chutamos a bunda de quase todo mundo desde que o Tannehill virou titular. 


Downing vem do West Coast Offense, mas aqui ele vai enfiar o wide zone na goela da galera. Espero que ele tenha aprendido com os erros do Smith, que é um homão da porra, mas que vacila. Precisamos arriscar um pouco mais nos primeiros downs e pelo amor de Deus: COLOQUEM A BOLA NAS MÃOS DE ARTHUR JUAN BROWN. Sério, esse menino precisa de no mínimo uns 10 targets por jogo. Em 2020, com um joelho todo fudido ele já foi um monstro, imagina 100%? 


O ataque vai sofrer mais que a defesa com algumas perdas, porém hoje eu vou falar das coisas ruins. A brincadeira de ser GM fica para um post futuro (até parece, ahahahaha). Dito isso, espero de verdade que o Downing coloque o seu “Tompero” nesse time, mas sem se tornar "a vergonha da profissão". Foi divertido demais ver esse ataque em campo e eu amo muito mandar um CHUPAAAAAAAA a todos que ousaram questionar a dupla Ryan Tannehill e Derrick Henry. Se a Amy Adams precisasse, eu mesmo pagaria o salário dos dois, e eu tenho grana pra isso. 


Chegamos à cereja do bolo, ao crème de la crème, à última bolacha do pacote, ao potinho de sorvete que na verdade tem feijão. É hora de falar de Isaiah Wilson. O que dizer sobre esse jovem de 22 anos que está prestes a colocar o seu currículo no Catho? É chato comemorar a demissão de alguém? Claro que não, meu caro leitor. Principalmente quando se trata de um bostão desse aí. 


Recapitulando a história: o menino Wilson é o famoso 171. Aplicou a lábia no Titans, disse tudo que a galera queria ouvir e depois que ficou milionário ligou o foda-se. Não tem outra forma de contar essa história. Fomos ludibriados. Acontece na NFL, mas com GMs merdas, né? Robinson foi juvenil nessa e a falta de um first round pick prejudicou o time. 


Robinson não corre risco algum de ser demitido, mas fica o alerta. Agora estão surgindo histórias de que o Wilson tinha red flags, que todo mundo sabia disso e blá, blá, blá. Se todo mundo sabia por que não falaram? Moleque sempre pareceu ser um cara vidrado no esporte, estudioso mesmo, mas era caô. Como cantou o Molejo:


“Não era amor, ôh, ôh

Não era

Não era amor, era

Cilada”


Pensando no bem estar das 15 pessoas que vão ler este texto, eu vou encerrar por aqui. Se não gostou das brincadeiras e dos palavrões, o meu mais sincero foda-se. Beijos e se cuidem. Não podemos perder nenhum torcedor! 


TITANUP


terça-feira, 27 de outubro de 2020

Titans 24 x 27 Steelers - Ahhhh, a realidade ...

Durante a semana passada todos queriam ver o embate entre uma das melhores defesas, a do Steelers, contra um dos melhores ataques da liga, o do Titans.

Foto por: Alison P. McNabb: encurtador.com.br/eAY36

Entretanto, o que definiu o jogo foi o ataque dos Steelers com um excelente planejamento para conduzir a bola por passes curtos e rápidos, visto que a defesa do Titans jogou o tempo inteiro em zona, deixando Derrick Henry e Ryan Tannehill fora de campo. Para se ter uma ideia, a primeira campanha durou mais de nove minutos, com um TD, no primeiro quarto ficamos, aproximadamente, 3 minutos em campo, no fim do primeiro tempo já estava 24 x 7 para os Steelers.

As chamadas conservadores dos nossos técnicos de Defesa tornaram impossível que o time saísse de campo em terceiras descidas (nosso time é o pior da liga nesse quesito). É claro que o Titans tinha a intenção de controlar os passes, fazendo com que Big Ben, lançasse bolas curtas, tackleando os recebedores para poucas jardas, o que obviamente, não funcionou. Big Ben pegou o que o Titans deu, ou seja, deitou e rolou.


No segundo tempo, jogando com o placar desfavorável, o time esboçou reação. A defesa fez algumas boas jogadas, o ataque funcionou e mesmo contra uma excelente defesa conseguimos colocar pontos no placar. Por fim, estivemos a um chute de empatar o jogo nos últimos instantes, mas o Kicker, que tem sido inconsistente nos chutes entre 0 e 49 jardas errou.

Essa foi outra grande diferença no jogo, o time de especialistas do Steelers deu um banho no Titans, com poucos erro, o do Titnas, teve faltas, drops, cessão de retorno grade e a o FG errado no fim.

Precisamos melhorar um monte de coisas, mas principalmente a defesa!

Ver a mudança de uma ataque unidimensional que sempre tivemos em Tennessee para um ataque que não tem medo de passar a bola, que vai te desafiar e colocar 30, 40 pontos no placar quase toda semana, tem sido um prazer imenso. Mas ver a defesa, durona, que colocava medo nos adversários, tem sido difícil prá mim. É claro que o processo não começou esse ano, mas o Pees ainda conseguia atacar os adversários a partir de esquemas ... atualmente, só esperamos, não tem nada criativo, marcação em zona, nenhuma violência dos LBs / S ... É triste de ver isso. Temos bons jogadores na defesa, que já jogaram bem juntos, e isso me leva a concluir que essa comissão técnica precisa mudar abordagem atual, voltar aos vídeos do Pees de 2018 e 2019 e colocar os moleques em posição de mudar o jogo ...

Em fim ... A realidade, não estamos mais invictos!

Bora descontar no Bengals!

Go Titans! 

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Titans 42 x 36 Texans - Ganhando Jogos que Perderíamos

Sim, estamos 5-0 ... Ganhamos do Bills, que todos tinham como favoritos, com relativa facilidade terça feira e ontem, depois em uma semana curta de treinamentos, ganhamos dos Texans.

Créditos: Donald Page (encurtador.com.br/oAFPW)

O jogo contra o Texans foi uma montanha russa, abrimos de cara 14-0, depois, 21-7, tomamos a virada para 21-23, viramos prá 29-23, eles viraram para 29-36 e, faltando 4 segundos empatamos em 36-36. Na prorrogação, Derrick Henry sacramentou o excelente jogo correndo para o touchdown a partir de uma formação wildcat (na qual ele recebe a bola sem passar pelo quarterback).

O ataque do Titans está bem e ontem, pela primeira vez no ano, o jogo corrido entrou como gostaríamos, Herry correu para 212, Jeremy McNichols adicionou 51 jardas. Embora tenha lançado uma interceptação e sofrido um fumble (na jogada imediatamente posterior à saída do Taylor Lewan do jogo) recuperado pelos Texans, Ryan Tannehill continua a jogar em alto nível. Os recebedores estão jogando bem, e a média de pontos marcados pelo ataque esse ano é de 32,8 ...

A defesa tem jogado bem contra as corridas, mas contra os passes nem tanto, é preciso entender que marcando tantos pontos e jogando na frente do placar (coisa que não víamos a muito tempo) existe a necessidade de manter o placar, isso tende a levar a uma secundária menos agressiva, entretanto, me incomoda a incapacidade do marcar homem a homem que o time tem apresentado. A média de pontos sofridos é 25,2, que é bem alto.

Na defesa é preciso destacar Jeffery Simmons, esse garoto é um cara de talento top 5 que pegamos no pick #19 ... faz toda a diferença na DL, um monstro que nos dará muita alegria ainda.

Créditos: Donald Page (encurtador.com.br/oAFPW)

Outros pontos importantes: 
1) O time de especialista jogaram bem os últimos dois jogos (apesar de perdermos dois chutes ontem), temos conseguido bons posicionamentos de campo e o time de cobertura tem jogado em alto nível.
2) Vrabel tem ido muito bem como HC, bons planejamentos excelente gerência de relógio (colocar 12 homens em campo foi algo que muita gente não entendeu - vide: encurtador.com.br/bhS23), embora eu gostaria de ter um DC.

Na semana que vem pegaremos os Steelers e a invencibilidade de um dos dois times deve acabar. Não é um jogo favorável à nossa secundária e nem ao nosso jogo corrido (por que o front seven dos caras é excelente), mas é o tipo de jogo que Vrabel se destaca com excelentes planejamentos, tudo pode acontecer.

Em fim, vencer é bom demais! Que continue assim!

TitanUp!!!

domingo, 20 de setembro de 2020

Titans 33 x 30 Jaguars

 


Tem que levantar a mão pro céu, o jogo que fizemos não é prá ganhar de ninguém! Perdemos a maioria das batalhas nas linhas, e se você quer ser um time físico, como diz Vrabel, essas são as batalhas que você precisa ganhar para se impor!

Atualmente acho que o condicionamento físico, como na maioria dos times da NFL, está abaixo do esperado e isso afeta demais a qualidade da defesa. Outro problema, é Vrabel dobrando como Coordenador Defensivo, a tendência é ele não fazer nenhum dos dois trabalhos bem! As chamadas defensivas são, no mínimo, questionáveis. A pressão vinda das extremidades continua um problema, não conseguimos pressionar o QB adversário. Brown e Byard, jogadores extremamente importantes para o esquema, passaram o dia inteiro fora do jogo, prá mim, mal posicionados. E os QBs ... estamos dentro d'água. O ponto alto da defesa foi o Fulton, que fez boas jogadas e pode ser bom no futuro, na minha opinião, jogo prá esquecer! 

No ataque temos problemas nos bloqueios para a corrida, da OL e dos TEs. Isso influencia diretamente o jogo do Derrick Henry. Claro que Jaguars colocaram 8 defensores no Box o dia inteiro, mas a nossa OL foi incapaz de parar a DL deles e muitos tackles foram feitos atrás da linha de scrimmage. Tannehill, jogou bem encontrou os seus recebedores, que fizeram as jogadas certas na hora certa, mas se não colocarmos o jogo corrido para funcionar, talvez, Tannehill caia de produção.

O time de especialistas foi um pouco melhor, mas ainda tem bastante coisas para arrumar, mas o Kicker errou só um chute dessa vez!

Uma vitória é sempre uma vitória, mas o trabalho que deu ganhar de uma equipe muito menos talentosa que a nossa, faz acender a luz amarela. Semana que vem é contra o Vikings.

Estamos 2-0 e, no fim, é isso que importa!

Go Titans!

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Aquele 1%


Sempre que se falar do Titans de 2020 é preciso abordar uma inevitável regressão. O exercício de levantar esse debate não é um questionamento aos nossos jogadores, esquema e técnicos, e sim um entendimento de que o que ocorreu no ano passado é insustentável. 


Assim que Ryan Tannehill assumiu a titularidade, o nosso ataque passou a ter um desempenho avassalador, principalmente na red zone. Equipes mais talentosas e entrosadas não igualaram os nossos números. Acredito que o novo QB do time possa manter um nível de jogo superior ao que mostrou em sua passagem por Miami, mas o que vimos no ano passado não vai se repetir.


Na partida de ontem, a regressão não deu as caras em Denver. O time mais sortudo de 2019 voltou a avançar pelo campo e poderia ter ultrapassado a barreira dos 25 pontos se o Imponderável de Almeida não tivesse aparecido no estádio Empower Field.


Acha tudo isso uma bobagem? Então olha esse levantamento da equipe do NextGen, da NFL. O nosso novo (e espero velho kicker) Gostkowski errou chutes de 47, 44 e 42 jardas em que a probabilidade de acerto era de 75,8%, 78,% e 81,8%, respectivamente. A chance de isso ocorrer em uma única partida antes do último período é de 1 em 105. Então, caro torcedor, aquele 1% veio bater à nossa porte, mas nós conseguimos desviar dessa bala. 


Antes de abordar outros aspectos do jogo, é preciso ressaltar que enfrentar os Broncos fora de casa no início da temporada é um pesadelo para todos na liga. Desde 1975, o time da AFC West possui 48 vitórias e 8 derrotas jogando em seus domínios nas primeiras duas semanas, sendo que as sete equipes que derrotaram os Broncos antes de 2020 terminaram suas campanhas com pelo menos 8 triunfos. 


Seria leviano não destacar que a partida foi ficando mais acessível ao Titans no decorrer dos últimos dias. Na preparação para a estreia, os Broncos perderam o OLB Von Miller e o WR Courtland Sutton, suas principais estrelas. Do nosso lado, não entraram em campo o CB Adoree’ Jackson, que também não joga as próximas duas partidas, o RB Darrynton Evans e o EDGE Vic Beasley. Logo no início do confronto, o ILB Rashaan Evans conseguiu ser expulso. O CB Jonathan Joseph e o OT Taylor Lewan chegaram a perder snaps por causa de lesões, mas retornaram antes do término do embate. 


Mesmo desfalcado, além de limitar o Henry a menos de 4 jardas por carregada, os Broncos conseguiram incomodar bastante Tannehill. A equipe do Colorado venceu a batalha nas trincheiras com 1 sacj, 7 hits e vários pressures, porém atuações sólidas dos nossos WRs e TEs, principalmente o Corey Davis, que não estava 100%, foram cruciais para o bom andamento do ataque. 


Tannehill, por sua vez, fez um jogo sólido. Nessa segunda-feira, nós vimos bastante do que ele mostrou em 2019. Precisão nos passes intermediários, capacidade de ganhar jardas com suas pernas, coragem necessária para lançar nas tight windows e problemas para lidar com a pressão. 


As estatísticas tradicionais não estão ao nosso a favor, afinal, marcamos 16 pontos apenas, mas os números avançados mostram que o nosso ataque cumpriu bem o seu papel. Foram poucos drives curtos, mesmo com a equipe começando muitas campanhas em posições ruins. O GWD, por exemplo, teve início na nossa linha de 10 jardas. 


A defesa também pode jogar bem mais. Acredito que os desfalques atrapalharam bastante o desempenho da turma comandada pela dupla Vrabel e Bowen. Tínhamos somente três EDGEs, e entre eles o recém-chegado Jadeveon Clowney. Não seria loucura ver o Evans ganhando alguns snaps nessa posição em 3rd downs, como já ocorreu anteriormente, mas o ILB fez o favor de ser expulso, né? 


A secundária foi ainda mais afetada. Jackson é o melhor CB do time e sem ele o Titans ficou impedido de jogar em man coverage. Como o calouro Kristian Fulton ainda se recupera de uma lesão, o outro rookie Chris Jackson teve muito tempo de jogo, o que não é o ideal. O veterano Joseph não comprometeu, mas não estava em nossos planos depender tanto dele assim. 


Já o Special Teams foi um desastre, e, infelizmente, estamos nos acostumando com isso. O nosso aproveitamento nos FGs tá beirando o ridículo. São nove acertos bos últimos 22 chutes. Tem noção de como isso é ruim? Sem falar nos XPs perdidos. Como diria Cerginho da Pereira Nunes: DOIDERA! 


Contratado para solucionar os nossos problemas, Gostkowski me fez sentir saudades do Cairo Santos. Não pensei que ele sofreria com uma partida em Denver, mas foi tenebroso. A OL e o nosso long snaper não se saíram bem, mas na altitude os chutes de menos de 50 deveriam ser automáticos.  


Não foi bonito, mas foi o suficiente para garantirmos a primeira vitória de 2020. Agora o Titans vai ter uma semana mais curta para se preparar para um confronto dentro da divisão. No domingo, às 14h, nós enfrentamos os Jaguars no Nissan Stadium



. Vai ser mais um jogo complicado, principalmente se a gente não contar com a volta de alguns defensores. 


TitanUp!

sábado, 12 de setembro de 2020

E lá vamos nós, mais uma Temporada!!!





Costumo dizer que gosto de pré season! Nessa época do ano eu sempre tenho a certeza absoluta que o Titans vencerá o Superbowl! A coisa que menos importa para um torcedor como eu é a razão e, sinceramente isso me faz feliz! E como é importante ter alguma felicidade numa época tão complicada nesse mundo de COVID e ataques às minorias em todos os aspectos em todo lugar do mundo?

Enfim, Setembro sempre chega e a felicidade está estampada na esperança de cada torcedor. Na pior das hipóteses nos divertiremos, sim haverão sorrisos, zoeiras, jogos e um pouco de alívio a toda a dor que permeia a sociedade mundial, antes de falar do meu Titans, gostaria de dizer que me solidarizo com cada pessoa que tem sofrido nas pandemias, nas lutas contra o racismo, nas lutas contra o feminicídio,  nas lutas pelas comunidades LGBTs e aqueles que têm passado por momentos difíceis, a todos vocês o nosso carinho!

Mas, e o Titans ... claro que a esperança na torcida é grande! Chegamos as semifinais ano passado, perdemos poucos jogadores importantes (Casey, Ryan e Conklin), todos eles com boas reposições já nos seus devidos lugares (Simmons, Joseph ou Fulton e Kelly).

Outra perda importante foi do Coordenador Defensivo (DC) Dean Pees. O Titans não contratou um novo DC, Mike Vrabel (o Head Coach) acumulará a função. O sistema é o mesmo, mas Pees era um mestre em planejamento e chamada de jogadas, me irritava um pouco com a tendência de ir para defesa preventiva quando tínhamos alguma vantagem no placar, mas, no geral era um excelente DC. Esse acúmulo de funções tão grande me assusta um pouco.

Na defesa do ano passado houveram dois grandes problemas interconectados: a contusão dos CBs e a falta de pressão dos Edges. A falta dos CBs influencia diretamente na atuação dos Edges e isso foi um problema sério na segunda metade da temporada. Não se pode controlar as contusões, mas precisamos dar crédito a JRob por melhorar o pass rush trazendo dois bons nomes para compor o time, a saber, Vic Beasley e Jadeveon Clowney.

Tanto o sistema ofensivo quanto o sistema defensivo estão bem definidos com as pessoas certas nos lugares certos, sem muitas alterações nos últimos dois anos. Não sei se já vi uma defesa tão cheia de talento em Tennessee e não me lembro de ter tanta esperança de ter um bom ataque baseado no trio QB, RB e WR, TE não é garantido na minha opinião, embora exista talento.

Você acha que eu estou animado??? Então só prá tirar as dúvidas aí vai minha previsão anual:

14/09 em Broncos - W - 1-0

20/09 vs Jaguars - W - 2-0

27/09 em Vikings - L - 2-1

04/10 vs Steelers - L - 2-2

11/10 vs Bills - Finalmente W - 3-2

18/10 vs Texans - W - 4-2

01/11 em Bengals - W - 5-2

08/11 vs Bears - W - 6-2

12/11 vs Colts - W - 7-2

22/11 em Ravens L - 7-3

29/11 em Colts L - 7-4

06/12 vs Browns W - 8-4

13/12 em Jaguars W - 9-4

20/12 vs Lions W - 10-4

27/12 em Packers L - 10-5

03/01 em Texans L - 10-6

Finalmente saindo do 9-5 e indo pros playoffs onde, é outro campeonato e, somos favoritos sempre!

Deixe sua opinião TitanUp
Go Titans!


quarta-feira, 29 de abril de 2020

Um draft com a cara do Titans


Há muito tempo eu cheguei a uma conclusão: o draft é o principal evento da NFL. Ao contrário do Super Bowl, em que dois times concentram toda a atenção, no recrutamento cada franquia tem muito a ganhar e bastante a perder. Quando você é derrotado na final de conferência, fica ainda mais claro como a grande final pode ser só um jogo entre duas equipes que você não tem apreço algum. 

O draft é uma fábrica de sonhos até para aqueles torcedores que têm pesadelos com as escolhas dos seus times. Esse não é o caso do Titans. Claro que tivemos períodos tenebrosos, mas nada parecido com o que o Jets já passou, por exemplo.

Responsável pelas escolhas do Titans há cinco anos, Jon Robinson vem mostrando que sabe o que fazer na war room. Não à toa, o nosso time ainda não teve uma temporada negativa desde que ele foi contratado.

Ao todo, Robinson selecionou 35 jogadores desde 2016. Em oito ocasiões, ele optou por subir no draft. Os trade downs foram mais incomuns, ocorrendo apenas três vezes. O dirigente também abriu mão e agregou algumas picks para obter jogadores antes do draft. Na mais famosa dessas transações, ele cedeu um pick no 4th round para ter o QB Ryan Tannehill. Late picks também vieram quando mandamos o OG Andy Levitre e o DT Jurrell Casey para Falcons e Broncos, respectivamente.

Robinson é um GM que confia demais no seu “taco”. Em 2018, ele arriscou bastante ao sair de Dallas com apenas quatro escolhas. O draft capital foi assassinado para que Robinson subisse no draft para pegar o ILB Rashaan Evans, o EDGE Harold Landry e o DB Dane Cruikshank. Por fim, Robinson permaneceu com o 199º pick e escolheu o QB Luke Falk.

Avaliar prospects é o que há de mais complexo nesse esporte. A prova é que o único hexacampeão do Super Bowl foi o 199º jogador escolhido em 2000. Todos os 31 times passaram Tom Brady inúmeras vezes. O New England Patriots, autor do pick que mudou a história da liga, optou por selecionar seis atletas antes do QB de Michigan. Nesse grupo, ninguém vingou, sendo que OT Adrian Klemm foi quem acumulou o maior número de partidas como titular. Somente dez ao longo de cinco anos.

Dada tamanha complexidade, o ideal para os GMs é não supervalorizar sua capacidade de escolher jogadores. Há um manual para o bom draft? Acredito que não, mas a história diz que o mais prudente é acumular o maior número possível de picks até a quinta rodada e nunca selecionar alguém antes do necessário.

Robinson vem seguindo esse manual? Não. Isso o torna um GM ruim? Também não, mas será que esse método de trabalho vai seguir rendendo resultados à equipe, uma vez que não é o que os times vencedores fazem?

Mesmo escolhendo pouco, Robinson conseguiu tirar grandes coelhos da cartola. Os seus maiores trunfos estão nos Dias 2 e 3 do draft. Em 2016, ele trouxe para a franquia o RB Derrick Henry e o S Kevin Byard, ambos atletas que está em seu segundo contrato na liga.

No ano seguinte, Robinson acertou pra mim o que é o seu maior home run do ponto de vista do ROI. Na quinta rodada, ele subiu para selecionar o ILB Jayon Brown. À primeira vista um defensor limitado, que jogaria poucos downs, Brown se tornou um dos melhores da liga em sua posição.

Talvez em 2019 Robinson tenha feito o seu melhor trabalho no draft. Fora dos holofotes da primeira rodada, ele foi atrás do WR A.J. Brown e do OG Nate Davis, ambos titulares naquele que foi o melhor ataque da história da franquia. Para a defesa, ele bancou os desconhecidos Amani Hooker e David Long Jr., importantes peças até no special teams.

E como Robinson se saiu em 2020? Se você julga o desempenho de um profissional apenas pelo resultado, a resposta para essa pergunta vai aparecer daqui a alguns anos. Já se você acredita que o certo é analisar o processo, é possível já começar a comentar o que aconteceu nos últimos dias.

Anualmente, o site Pro Football Focus divulga a média das notas obtidas pelos GMs segundo a avaliação dos especialistas. Provavelmente, Robinson é o GM mais medíocre da liga, uma vez que nas últimas cinco temporadas, o seu trabalho nunca ficou entre os 10 mais bem avaliados e nem entre os dez piores. Esse ano, Robinson ganhou a sua menor nota, ocupando a 19ª posição. No ano de 2017 foi quando ele se saiu melhor, recebendo a 11ª melhor avaliação.

Indiscutivelmente, o pick que derrubou a nota de Robinson foi logo o primeiro que ele fez. Assim como o site Pro Football Focus, o jornalista Arif Hassan, do The Athletic, divulga a média com a avaliação dos analistas, porém o foco do trabalho dele são os boards lançados antes do recrutamento. Segundo o consensus big board de Hassan, Wilson aparecia como o oitavo melhor OT da classe, sendo que entre todos os prospects, o gigante da Georgia ocupava a 59ª posição.

Apontado por muitos analistas como um OT ainda bastante cru, Wilson registrou números pífios no Combine naqueles exercícios de agilidade. Entretanto, quando precisou mostrar força e explosão, Wilson se sobressaiu sobre quase todos os seus concorrentes.

Robinson nunca foi um GM de ir atrás de outsiders como Wilson. O que de certa forma tranquiliza parte da torcida. Como o Titans optou por renovar com o veterano Dennus Kelly, o calouro não vai ter a necessidade de jogar logo na week 01.

Além de ser imenso, Wilson mostrou ser um jovem acima da média fora do campo, obtendo notas boas em testes de capacidade cognitiva. Bastante maduro para um jogador de apenas 21 anos, ele provavelmente conquistou Robinson na visita que fez ao CT do Titans antes da quarentena provocada pela COVID-19.

A situação do CB Kristian Fulton foi oposta. Na média, o atleta de LSU aparecia como o terceiro melhor jogador da sua posição, porém ele foi o nono CB escolhido no draft. Em seu trabalho, Hassan divide os analistas entre aqueles que estão mais próximos dos GMs da NFL e aqueles que trabalham exclusivamente com análise de vídeo. Para os analistas ditos “mais bem informados”, Fulton era o 42º melhor jogador do draft. Já para quem tem como meta avaliar o que os prospects fazem em campo, ele aparecia na 23ª posição.

Essa discrepância explica o porquê de Fulton ter caído tanto. Na faculdade, ele chegou a ser suspenso por tentar fraudar um exame anti-dopping. A liga não olha para atletas assim com bons olhos, talvez aí esteja o motivo que levou Fulton estar disponível tão tarde.

Buscando reforçar ainda mais o ataque, Robinson encerrou o Dia 2 do draft com outro reach. Na escolha 93º, ele foi atrás do RB Darrynton Evans. Apesar de ter sido apontado pelo consensus big board como segundo melhor pass catcher entre os RBs, o atleta de Appalachian State era o apenas 125º melhor prospect da sua classe.

Evans é dono de um atleticismo pouco visto em RBs. Capaz de produzir correndo, recebendo e retornando, ele pode ser o parceiro ideal para Derrick Henry. O problema de Evans é o baixíssimo número de tackles quebrados. Na NFL ele vai se deparar com atletas tão ou mais rápidos do que ele. Será que Evans vai conseguir ser efetivo quando precisar passar por eles?

O Titans ganhou um pouco mais de depth na defesa ao pegar o IDL Larrell Murchison na quinta rodada. Quinto melhor DT 5-tech no consensus big board, ele saiu depois do esperado.

Nos minutos finais do draft, o Titans selecionou dois jogadores no 7th round. Nesse ponto do recrutamento, não há muito o que se falar. Apesar de ser uma aposta total, o QB Cole McDonald parece ter conquistado a confiança da comissão técnica do Titans. Para permanecer no roster, ele vai precisar se sair melhor do que Logan Woodside. Poucos QBs calouros vão ter uma vida mais tranquila do que essa.

Por fim, o Titans buscou o DB Chris Jackson, da universidade de Marshall, um defensor que sequer apareceu no consensus big board.

O draft deixou claro que o Titans vai seguir com a filosofia mostrada nos últimos anos. No ataque, vamos correr o máximo possível, passando por cima das defesas (cada vez mais leves), com uma OL formada por atletas imensos. Na defesa, o objetivo é contar com atletas disciplinados, versáteis e rápidos. Muitos questionaram a falta de um EDGE no draft. Muitas das minhas apostas em 2020 fracassaram, mas aqui eu acertei em cheio. O Titans gosta do que tem na posição, mesmo se tratando de um grupo medíocre.

A busca por uma identidade é ótima, mas fizemos a escolha certa para vencer o Super Bowl? O passado recente da liga mostra que não, mas é o que vamos tentar fazer. Esperem um Titans em 2020 parecido com o que vimos na segunda metade da última temporada, quando o time jogou bem contra todo mundo. É difícil abrir mão de algo que lhe deu um resultado tão bom, mas as vezes é o necessário. Se lembram quando trocamos de HC após conseguirmos a nossa primeira vitória nos playoffs em quase 15 anos? Queria esse JRob de volta.

TitansUP!