domingo, 27 de maio de 2018

O draft mais estranho do Titans


Utilizando o jargão do nosso futebol, o draft é uma caixinha de surpresas, e em 2018, o Titans conseguiu surpreender todos os seus torcedores. Se no início do ano alguém me falasse que o Jon Robinson iria selecionar apenas quatro jogadores, sendo dois deles Rashaan Evans e Harold Landry, eu acharia essa opinião ridícula.

Claro que sair do recrutamento com uma dupla de LBs desse calibre é fora de série, porém é sempre arriscado acumular um número tão baixo de escolhas. Foi apenas a terceira vez nesta década que uma franquia optou por selecionar menos de cinco atletas. A lógica diz que quanto mais picks um time tiver, maior a chance de encontrar titulares. Entretanto, não existe uma fórmula de sucesso para o draft. Independentemente da estratégia a ser utilizada, todas as equipes estão sujeitas a erros.

Nesta temporada, eu acredito que Robinson chegou ao draft com a certeza de que o desempenho do elenco foi afetado pelo trabalho da antiga comissão técnica. No período de free agency, ele fez mais contratações do que de costume, buscando qualificar o elenco para que a sua estratégia no recrutamento fosse a mais agressiva possível. Com a chegada de Michael Campanaro (WR), Will Compton (ILB), Blaine Gabbert (QB), Bennie Logan (NT), Kevin Pamphile (OL), Xavier Su'a-Filo (OG) e Kendrick Lewis (S), o GM ganhou a liberdade de fazer quase tudo com as suas seis escolhas.

É importante dizer que antes do recrutamento, o Titans tinha algumas necessidades, mas nada gritante, ao contrário de 2017 e 2016, quando a equipe não podia se dar ao luxo de não escolher um WR e um OT, respectivamente.

Eu não nunca acreditei na chegada de um ILB, afinal, Wesley Woodyard se destacou em 2017, o calouro Jayon Brown mostrou potencial e o Will Compton foi contratado, porém o time entendeu que o Evans é um jogador diferente. Muito versátil, o defensor de Alabama pode ficar em campo nos 3 downs. Em toda a sua carreira em Alabama, o jovem de 21 anos mostrou habilidade para infernizar os QBs em blitzes e atuando como EDGE, o que é excelente para a defesa blitz-heavy de Dean Pees.

“O jogo de Evans pode ser definido utilizando os adjetivos físico, agressivo e explosivo. Sua velocidade e força na hora de alcançar os atacantes saltaram da tela enquanto eu analisava os ataques, então eu dediquei parte do meu tempo a estudá-lo. O mais atraente do meu estudo foi que o estilo do Evans encaixa com as defesas de Vrabel e Pees em Houston e Baltimore nos últimos anos”, disse o analista Brandon Thorn.

Evans não foi muito utilizado na cobertura de RBs e TEs em Alabama, mas Thorn acredita que com as suas habilidades físicas, ele não vai sofre muito na NFL.

“Ele possui o tamanho, a velocidade e técnica para se tornar uma peça fundamental da defesa. Evans ainda precisa aprender a domar a sua agressividade na hora de aplicar tackles, mas ele deve continuar evoluindo com a comissão técnica do Tians”, completou Thorn.

Para entender o que o Titans fez neste draft, você precisa responder a essa pergunta: Harold Landry vale o que o time pagou?

A troca pelo Evans foi muito boa. De acordo com o com a tabela de valores do site Football Perspective, Robinson “pagou” um pick de 5th round a mais do que deveria para subir até a 21ª posição. Já na negociação envolvendo Landry, o Raiders ganhou de troco uma escolha de 4th round.

O histórico do Titans na segunda rodada é muito ruim. Nos últimos anos, o time selecionou incontáveis busts em diversas posições, por isso a torcida sempre fica com um pé atrás, mas Landry vale o risco. Saudável, ele seria um dos primeiros 15 atletas a sair no draft. Problemas físicos e uma queda de rendimento em 2017 fizeram muitos times duvidarem do seu potencial, mas Robinson não pensou duas vezes e fez a troca que pode mudar essa defesa em 2018.

“Ele ainda tem velocidade e a capacidade de evitar os OTs. Landry não é muito alto, porém possui ótima envergadura e força nas mãos. Eu acho que no ano passado ele atraiu muita atenção. Quando você se destaca, na temporada seguinte tem sempre mais um jogador querendo fazer o bloqueio. Não podemos estar mais em êxtase com essa escolha”, revelou Robinson.

Landry vai ter a concorrência de Brian Orakpo e Derrick Morgan, dois veteranos com carreiras muito sólidas na liga. Por esse motivo, o calouro deve entrar em campo nos 3rd downs. Não espere uma produção digna de um Jevon Kearse, mas também não se assuste se ele encerrar 2018 com mais de 6 sacks.

Dane Cruikshank foi o último defensor selecionado pelo Titans. Cotado para sair a partir da terceira rodada, o DB de Arizona caiu até o 5th round. Ao contrário da maioria dos jogadores escolhidos por Robinson, ele chama atenção mais por suas habilidades físicas do que por sua produção no college.
Muitos acreditam que Cruikshank pode facilmente fazer a transição de safety para CB, mas em Nashville ele deve reforçar a rotação dos safeties. A dúvida que fica é se ele pode incomodar Jonathan Cyprien, veterano que pouco agradou no ano passado.

O Titans se despediu do draft em grande estilo. Na sexta rodada, com o pick 199, o mesmo do astro Tom Brady, Robinson foi atrás do QB Luke Falk, mais um prospect que caiu bastante no draft. Muitos acreditam e o histórico mostra isso, que após o fim da quinta rodada o que conta é a sorte. Sendo assim, o mais indicado é acumular o máximo de escolhas possíveis, e foi isso que fizemos em 2017. Nesta temporada, Robinson preferiu ir atrás de um jogador que não deveria estar ali, e de uma posição muito importante. Desde que chegou a NFL, Marcus Mariota nunca jogos todos os jogos da temporada, logo, o QB reserva tem um peso muito grande. Com Cassel, o Titans não era competitivo. Gabbert não é o reserva dos sonhos de ninguém, mas Falk pode se tornar daqui a alg
uns anos.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Calendário do Titans em 2018


O Titans já sabe o caminho que vai ter que perseguir para voltar aos playoffs da NFL. Em 2018, além de encarar os oponentes de divisão duas vezes, vamos enfrentar as equipes da AFC East, NFC East e o Los Angeles Charges e o Baltimore Ravens.

O início da jornada vai começar em Miami, cidade em que o Titans também fez a sua estreia nas temporadas de 2001 e de 2004. A nossa última vitória na semana 1 aconteceu em 2015, quando atropelamos o Tamba Bay Bucannears na Flórida. Estreando fora de Nashville, o saldo da equipe é de cinco vitórias e cinco derrotas.

Confira a ordem dos jogos e o retrospecto do Titans contra os seus 13 adversários:

Semana 1 – Titans at Miami Dolphins (5v7d)
Semana 2 – Titans x Houston Texans (17v15d)
Semana 3 – Titans at Jacksonville Jaguars (24v14d)
Semana 4 – Titans x Philadelphia Eagles (4v1d)
Semana 5 – Titans at Buffalo Bills (6v2d)
Semana 6 – Titans x Baltimore Ravens (7v9d)
Semana 7 – Titans at San Diego Charges (1v8d)
Semana 8 – Bye
Semana 9 – Titans at Dallas Cowboys (2v3d)
Semana 10 – Titans x New England Patriots (1v7d)
Semana 11 – Titans x Indianapolis Colts (9v24d)
Semana 12 – Titans at Houston Texans (17v15d)
Semana 13 – Titans at New York Jets (3v6d)
Semana 14 – Titans x Jacksonville Jaguars (24v14d)
Semana 15 -Titans at New York Giants (4v1d)
Semana 16 – Titans x Washington Redskins (2v3d)
Semana 17 – Titans x Indianapolis Colts (9v24d)

Análise:

Alguém na NFL realmente gosta do Titans. Pelo segundo ano consecutivo, eu acho que a liga preparou um calendário muito bom para o nosso time. Começo destacando o bye após a partida em Londres, diante do Charges. No ano passado, três franquias atuaram sete dias após duelo na capital da Inglaterra, e apenas o Dolphins conseguiu vencer, logo contra a Titans, quando não tivemos o Mariota. Outra coisa positiva é enfrentar os Charges em campo neutro. É inegável que o time de Los Angeles é um dos nossos piores carrascos. São oito triunfos em nove confrontos, muitos deles com placares elásticos.

Assim que tiver a sua semana de descanso, o Titans viaja até Dallas para encarar os Cowboys, outra equipe que recebeu folga na semana 8. O time do Texas vai ser o nosso único oponente que veio de bye. Outro ponto positivo é que essa será a nossa viagem mais longa em toda a temporada.

O final da temporada do Titans também um cenário favorável. Das últimas quatro partidas em 2018, três vão ser no Nissan Stadium. O único confronto fora de Nashville vai ser contra o Giants, equipe que somou apenas três vitórias em 2017.

Toda projeção neste momento é muito precipitada. No ano passado, nós comemoramos o fato de enfrentar o Rams na semana 16, mas assim que a temporada começou, toda a torcida percebeu que a partida não seria tranquila.

Para voltar aos playoffs, o Titans vai precisar vencer ao menos 10 jogos. O nível da AFC South é outro em 2018. Acho que nesta década, nunca a divisão chegou a ter ao menos três times com condições de brigar pelo título de divisão, e isso vai acontecer daqui a alguns meses. O Colts está fora da disputa por um motivo óbvio, porém se o Luck realmente voltar 100%, eles podem sim sonhar com uma classificação para a pós-temporada.


sábado, 17 de março de 2018

Titans na free agency

A montagem do elenco do próximo campeão do Super Bowl começou na última terça-feira. Quando a torcida do Titans já ameaçava um chororô daqueles nas redes sociais, o time surpreendeu com o anúncio da contratação do CB Malcolm Butler, ex-Patriots. Horas depois, Jon Robinson foi atrás do RB Dion Lewis, uma peça fundamental no ataque do atual vice-campeão. Após as duas contratações, a equipe tratou como prioridade as renovações do OG Josh Kline e do DT DaQuan Jones.


Certamente o Titans vai começar a temporada 2018 mais forte do que no ano passado. Mas esses eram os jogadores que a franquia deveria contratar? As renovações foram necessárias? Confira a primeira análise do time na free agency.



CB Malcom Butler – 5 anos, US$ 61 milhões (US$ 30 milhões garantidos)


Em uma liga em que os ataques utilizam 3 WRs na maioria das suas jogadas, você deve investir na secundária a todo momento. Em 2016, o Titans foi atrás do Logan Ryan na free agency e do Adoree Jackson na primeira rodada do draft. Apesar do investimento considerável, a produção do setor continuou muito pobre, por isso não acho que a chegada do Butler seja desnecessária, mas foi bastante surpreendente.


Antes mesmo do início da free agency, Robinson havia deixado claro que queria mais um CB. Rumores diziam que o Titans manifestou interesse em contar com os serviços de Richard Sherman e Dominique Rodgers-Cromartie, dois veteranos cortados no início do mês.


Por canta da forte ligação de Robinson com o Patriots, eu achei que o Butler seria carta fora do baralho, uma vez que ele não jogou o último Super Bowl. Até hoje não se sabe o porquê, porém os indícios mais fortes indicam que ele assistiu a finalíssima do banco por conta de problemas disciplinares. Robinson sempre diz que procura atletas que colocam o time em primeiro lugar, e esse não me parece ser o caso do Butler.


Dentro de campo, Butler conseguiu construir uma carreira muito sólida, principalmente em se tratando de um atleta com atributos físicos bastante modestos. Não estamos falando de um cara rápido, que salta muito ou que tem boa estatura. Butler compensa tudo isso com muita dedicação, agressividade, inteligência e ball skills, algo que Robinson já declarou que é fundamental na posição.


Como toda defesa do Patriots, Butler rendeu abaixo do esperado em 2017. Se ele repetir esse desempenho em Nashville, o Titans não vai encontrar a evolução desejada na secundária. Caso o Butler voltar a mostrar tudo que apresentou há dois, eu posso garantir que a defesa vai começar a tirar os seus adversários de campo muito rápido.


Em seu auge, Butler colocou o WR Antonio Brown no bolso durante o AFCCG. Em duelo com Odell Beckham Jr, o novo CB do Titans também conseguiu um desempenho satisfatório. Em publicação no site The Player Tribune, o WR Emmanuel Sanders afirmou que Butler está entre os cinco melhores jogadores da sua posição.


“Ele me lembra muito o Chris Harris. Ele também tem aquele cachorro dentro dele. Ele está sempre fazendo aquelas coisas extras que tornam a sua vida desconfortável. Ele é um pitbull. Ele é incansável. Ele nunca vai desistir”, revelou Sanders.


Ainda é cedo para fazer qualquer projeção, mas eu acredito que Butler vai atuar junto com Jackson nas laterais, deixando o slot para o Ryan. Quando o Titans enfrentar WRs muito atléticos, Butler pode cobrir o slot, cedendo o seu lugar para o Ryan.


Eu acredito que a secundária vai crescer durante toda a temporada. Além de contar com um grupo de jogadores especiais, o técnico Kerry Coombs é um cara respeitado e com a mentalidade certa para lidar com todos esses talentos.



RB Dion Lewis – 4 anos, US$ 20 milhões (US$ 11,5 milhões garantidos)


A cada segundo que passa, eu gosto mais dessa contratação. Arrisco dizer que o Titans fechou um dos melhores negócios da sua história na free agency. Com Lewis, o time conseguiu um RB que não tinha desde Chris Johnson em seu auge.


Na internet não é difícil encontrar analistas, todos muito respeitados, que elogiaram a chegada do Lewis. Ao programa de rádio The Midday 180, de Nashville, Greg Cosell e Warren Sharp defenderam que ele precisa ser o RB número 1 da equipe.


Se o Titans utilizar o Lewis da forma correta, eu tenho certeza que os números de todo o ataque vão disparar, incluindo do Mariota. Quem pensa que ele vai ser um cara apenas para os 3rd downs está bastante enganado.


“O passe mais eficaz que um QB pode lançar sob pressão é para o RB. O sucess rate é alto. O número de INTs é baixo. Lewis vai ajudar demais nesse departamento. Já lançar a bola para RBs em terceiras descidas é a jogada que menos garante o first down”, afirmou Sharpe.


Ao contrário de Butler, Lewis teve um ano de 2017 impecável. Nos últimos oito jogos da temporada, ele liderou a liga em jardas corridas. No âmbito das estatísticas avançadas, o jogador de 27 anos também se saiu muito bem, principalmente quando a análise se baseava na sua capacidade de criar jardas. Segundo Matt Harmon, Lewis ganhou uma média de 4,4 jardas quando os defensores estavam a menos de 1 jarda de distancia.


A contratação de Lewis ainda foi muito barata. Mesmo com tudo que apresentou no ano passado, ele obteve um contrato com US$ 11,5 milhões garantidos. Entre 2016 e 2017, DeMarco Murray ganhou mais do que isso no Titans.


No início da free agency eu pensei que o certo seria selecionar um RB no draft a partir da segunda rodada, porém Robinson fechou um negócio da China e mostrou o porquê é considerado um dos GMs mais promissores da NFL.


É bom lembrar que em 2015 e 2016 Lewis perdeu diversos jogos por conta de lesões no joelho, mas ele ainda é jovem e tem apenas 329 carregadas na carreira, por isso não acho absurdo pensar que ele possa ficar as quatro temporadas em Nashville.



DT DaQuan Jones – 3 anos, US$ 21 milhões (US$ 14 milhões garantidos)


A renovação com o Jones é um marco na história do Titans. Ficou assustado? Eu explico. Ao deixar a sua assinatura naquelas papéis, o DT de Penn State se tornou o único jogador selecionado pelo Ruston Webster fora da primeira rodada do draft a ficar com o time após o término do seu primeiro contrato. O dado é absurdo e mostra como a franquia perdeu com esse GM paspalhão.


O acordo com o Jones não me agradou muito. Ele é um jogador interessante, que cumpre bem o seu papel, mas na NFL de 2018 você não pode derramar essa quantia de dinheiro na conta bancária de um DL que não pressiona o QB.


Com o Jones o Titans garante uma defesa forte contra o jogo corrido, mas nos últimos anos isso não nos levou a lugar nenhum. Segundo o Pro Football Focus, em 2017, Jones teve o 41º melhor pass pushing productivity da liga.


Como o depth do Titans na DL ficou precário, eu não condeno essa permanência, porém eu esperava outro tipo de reforço.


OG Josh Kline – 4 anos, US$ 26 milhões (US$ 12 milhões garantidos)


Robinson precisava dessa renovação. Kline foi um dos seus maiores acertos como GM do Titans, e deixá-lo testar o mercado seria um pecado. A poucos dias do início da temporada 2016, Kline chegou ao time através dos waivers. Na week 03, ele assumiu a titularidade na posição de RG e desde então se comportou bem.


Não estamos falando de um OL que vai mudar um jogo, mas ele não compromete. Com o time passando a usar o Zone Blocking, o jogo do Kline tem tudo para crescer.





Jogadores dispensados: RB DeMarco Murray, S Da’Norris Searcy, DT Karl Klug, QB Matt Cassel, KR Eric Weems, NT Sylvester Williams


Ao mesmo tempo que foi gratificante se livrar de pesos mortos como Cassel e Searcy, foi surpreendente ver o time anunciar os cortes de Klug e Williams, jogadores que por motivos diferentes não contribuíram muito na rotação da DL. 


Murray, por sua vez, foi um atleta que ajudou bastante o Titans em sua reconstrução, mas que por conta de lesões não conseguiu entregar o necessário para receber o que o seu contrato pedia. Ele até chegou a solicitar uma reestruturação, porém Robinson entendeu que o momento exigia outro RB ao lado do Henry.


FAs que foram para outros times: ILB Avery Williamson (Jets) e DB Curtis Riley (Giants)


Eu acho o Williamson um ótimo jogador, porém para a NFL de 1970. Hoje ele é um atleta que pode ficar em campo em apenas dois downs, e o Titans ofereceu uma renovação nesse sentido, entretanto, o ILB preferiu testar o mercado e encontrou uma nova casa. Desejo toda a sorte do mundo a ele em NY, onde ele vai ter que marcar os RBs e TEs do Patriots duas vezes por temporada. 


FAs que seguem sem time: OG Quinton Spain, OLB Erik Walden, WR Eric Decker, CB Brice McCain, WR Harry Douglas, QB Brandon Weeden e OL Brian Schwenke


Por ser um RFA, o Spain pode voltar caso ninguém bata a oferta que o Titans fez a ele. Não acho que o OG vai fazer falta se sair. Em caso de retorno vai ser bom, afinal, vamos completar três temporadas com o mesmo quinteto na OL. O restante dos FAs prestou um bom serviço ao clube, mas é hora de qualificar o elenco. 

quinta-feira, 1 de março de 2018

Um mês muito, muito louco


Estou começando a acreditar que o stiff-arm do Mariota contra os Jaguars abriu um portal que levou o Titans a uma dimensão em que  a franquia faz tudo certo. Sim, eu adoro Rick and Morty (assista, por favor), mas o que importa é que janeiro foi histórico para o Titans. Em poucas semanas, o time colocou fim a um jejum enorme de vitórias nos playoffs, conseguiu se livrar do Mularkey, fez ótimas contratações e ainda decidiu jogar de vermelho (isso é só um boato, mas eu adorei). Ficou perdido? Então confira a retrospectiva desse mês muito, muito louco.

06/01/2018 – Titans 22 @ 21 Chiefs
Esse jogo foi um resumo do Titans durante a temporada 2017. O time venceu jogando mal e contando com bastante sorte. Quando ficou em um enorme buraco, perdendo por 18 pontos ao final do primeiro tempo, a equipe abandonou o exotic smashmouth, o que levou o ataque a anotar três TDs consecutivos. A defesa, por sua vez, errou muito pouco e encerrou os 30 minutos finais sem levar um ponto sequer. Foi ótimo ver o Mariota liderando a maior virada de um visitante nos playoffs logo em sua estreia, porém a vitória deixou os torcedores aflitos. Será que o Mularkey ficaria?

13/01/2018 – Titans 14 @ 35 Patriots
Nem nos meus sonhos mais lúdicos eu imaginava uma vitória do Titans na Estrela da Morte. Eu até cheguei a pensar que a gente seria capaz de fazer um jogo equilibrado por três quartos, mas vencer jamais. Duas faltas duvidosas e a insistência no exotic smashmouth facilitaram a vida de um time muito superior. Perder o Jack Conklin também não foi nada bom. Resumo: nossa equipe fez um jogo ruim quando precisava ter uma atuação perfeita para sonhar com o triunfo. 

15/01 – Demissão do Mularkey
No dia da derrota para o Patriots, eu achava que o Mularkey tinha mais de 70% de chances de permanecer no cargo. Apesar da surra, ele conseguiu a primeira vitória da equipe nos playoffs em 15 anos. Não dá para negar que esse é um feito significativo, mas meus amigos, estamos falando de um cara muito teimoso.

Na tarde seguinte, com torcida, imprensa e diretoria ainda de cabeça quente, o Mularkey concede uma entrevista coletiva desastrosa. Além de dizer que estava satisfeito com o que a equipe mostrou durante a temporada, ele revelou que não faria alterações na sua comissão técnica, garantindo assim a permanência do Terry Robiskie.

Quem acompanha o Titans de perto sabe que o Paul Kuharsky é um baita jornalista. Ele pode ser arrogante e as vezes mal educado, mas o cara é bom de serviço. Ao ouvir que o Robiskie ficaria, ele foi com tudo pra cima do Mularkey, que não titubeou e voltou a garantir que permaneceria ao lado do seu braço direito.

Bom, menos de 24 horas depois, com Mularkey fora dos planos do Titans, Kuharsky perguntou ao Jon Robinson se a coletiva do ex-HC ajudou na sua decisão. Ao contrário do que ocorreu com outras perguntas, ele não foi evasivo. Dessa vez,  de forma enfática ele disse: sim!

20/01 – Contratação do Mike Vrabel
No meu último texto aqui no blog, eu acabei não falando sobre a fundamental relação entre HC e GM. Desde que a franquia se mudou para Nashville, o Titans se envolveu em conturbadas escolhas de HCs, com os proprietários sempre decidindo quem seria o contratado. Agora foi diferente. Robinson foi atrás do seu candidato e o tempo que ele levou para fazer isso mostra como o nosso GM estava inclinado desde cedo a contratar o Vrabel.

Eu acredito que Mularkey e Robinson tinham um bom relacionamento, mas essa relação ficou estremecida ao longo de 2017. Quando você gasta uma escolha no top 5 do draft em um WR, você espera que esse cara seja o protagonista do ataque aéreo, mas não vimos nada parecido com isso. Quando você escolhe outro WR no draft, em mais uma posição relevante, você espera mais formações com 3 WRs, mas não foi isso que vimos.

Ficou claro que o Robinson queria que o ataque seguisse outra direção, um rumo que a liga está tomando, porém Mularkey e Robiskie não fizeram isso. Com Vrabel, eu vou ficar muito surpreso de ver essa quebra de confiança, esse desentendimento que coloca em cheque a capacidade do GM de fazer escolhas no draft.

30/01 – Titans contrata Dean Pees e Matt LaFleur
Para entender a busca do Vrabel por seus coordenadores e assistentes é preciso deixar algo muito claro: quando você vai atrás de pessoas respeitadas no mercado, você vai encontrar concorrência. E foi isso que aconteceu com o Titans após a chegada do Vrabel. 

Não é o tópico para falar do Mularkey, mas não tem como deixar de ressaltar que quando você tem como alvo o Terry Robiskie, você vai estar livre para fechar com ele.

Depois de alguns “nãos”, todos com uma explicação plausível, Vrabel conseguiu fechar com uma dupla de coordenadores que vai elevar demais o nível técnico da nossa comissão técnica.

Dean Pees é um técnico bicampeão do Super Bowl que construiu defesas muito sólidas por onde passou. De acordo com o site Football Focus, o pior DVOA da sua carreira ficou na 20ª posição na liga, melhor do que todas as nossas defesas desde 2001.

Por cinco anos em New England, Pees trabalhou diretamente com o Vrabel, primeiro como técnico dos LBs e depois como DC. Eu acho importante haver uma ligação entre HC e o coordenador da aérea que ele é um especialista, principalmente em situações onde o HC é muito inexperiente.

A chegada do LaFleur é a cereja do bolo de um processo que me agradou desde o início. O jovem ex-coordenador do Rams não tinha ligação nenhuma com Vrabel ou com Robinson. Ele veio porque é um nome em ascensão na liga, alguém que tem tudo para ficar em Nashville por poucos anos, talvez apenas um.

Em suas entrevistas como coordenador do Titans, LaFleur já mostrou que vai seguir uma tendência completamente diferente da utilizada pelo Titans nos últimos anos, colocando o talento dos seus atletas acima de qualquer esquema que ele vai implementar.

31/01 – Rumor sobre os novos uniformes do Titans
Quando eu achava que o Titans não agitaria o Twitter por no mínimo algumas semanas, surge um usuário no Reddit com informações sobre o novo uniforme da equipe. De acordo com essa misteriosa pessoa, segundo alguns relatos ela mora próximo da fábrica da Nike, o time vai mudar completamente a sua identidade visual, incluindo logo, cores primarias e capacete. A partir de 2018, o Titans jogaria de vermelho e prata em casa, com outro unforme branco e mais um azul claro.

Alterações desse tipo não são nada baratas, mas desde que assumiu o Titans, a Amy Adams mostrou que não tem o costume de poupar gastos na hora de fazer o que é preciso para ajudar o time. Alguns sinais demostram o interesse da franquia em se deslocar do seu passado em Houston. Por esses motivos, eu não descarto completamente esse rumor, porém eu não acredito. No dia 4 de abril, nós vamos saber quem está certo.

TitanUP!

domingo, 21 de janeiro de 2018

Bem-vindo, Mike Vrabel

Não sou o tipo de pessoa que entra em uma loja e fica alugando o vendedor. Se há algo que me agrada, eu experimento, levo ao caixa e pago. É bom saber que o GM do Titans também é assim. Na busca pelo novo head coach da franquia, Jon Robinson estipulou um objetivo, e logo que o concretizou, ele puxou o gatilho e escolheu o novo técnico principal do time do seu coração.
Com Mike Vrabel, além de ter um líder nato, o Titans vai oferecer aos seus jogadores a oportunidade de aprender com um profissional energético, inteligente e didático.
“Ele é muito durão, dono de um raro QI de futebol americano, grande poder de comunicação e lealdade aos jogadores e auxiliares. É o pacote completo”, disse Field Yates, da ESPN.
A escolha não me surpreendeu, muito pelo contrário. Entre os três candidatos entrevistados pelo Titans, Vrabel era quem tinha mais a ver com a nova filosofia da franquia. Obviamente, a velocidade da contratação foi chocante, porém ela mostra que Robinson realmente havia encontrando quem ele procurava.
“Ser HC não é sobre Xs e Os porque você então estaria falando de coordenadores. Você tá falando do rosto da franquia, o cara que vai comandar o time. Você está procurando um líder, alguém que liderou toda a sua vida”, disse Bruce Arians, Ex-HC dos Cardinals.

Depois de defender Steelers, Patriots e Chiefs por mais de uma década, Vrabel logo se tornou técnico assistente em sua alma mater Ohio State. Por lá, ele trabalhou com Urban Meyer, uma das lendas do futebol americano universitário.
“Ascensão meteórica de um técnico que Urban Meyer não estava inclinado a manter quando chegou a OSU. Meyer pediu para Vrabel mostrar seus conhecimentos em um quadro branco. Ele foi mal. Tentou de novo no dia seguinte. Resultado muito melhor. Em seguida ajudou a recrutar um grande prospect. Então a sua carreira decolou”, contou Bill Rabinowitz, autor do livro sobre a vitória de OSU no primeiro playoff da história do college football.
Não demorou muito para Vrabel chegar à NFL. Com o time do Houston Texans, ele foi um destacado técnico de LBs por dois anos. Alvo de elogios por toda parte, ele acabou assumindo o cargo de coordenador de defesa na última temporada.
“Nossa, mas a defesa do Houston foi um lixo. Por que estão contratando o Vrabel?”.
Tome muito cuidado na hora de omitir opiniões assim. Primeiro de tudo: existe uma diferença enorme nos cargos de HC e coordenador. Segundo, é bastante perigoso julgar o talento de um profissional baseado somente em estatísticas de uma só temporada. A defesa do Texans encerrou 2017 com o 23º melhor DVOA. Isso não é bom, mas se você parar para analisar que o time perdeu AJ Bouye e John Simon na offseason e  J.J. Watt e Whitney Mercilus no início da temporada, não é nada de outro mundo registrar uma queda de 14 posições no DVOA.
“Antes da temporada, eu escrevi como o depth do Houston na posição de edge rusher era de forma isolada o pior da liga. Perder Watt, Mercilus e Simon em meses não é algo que um time está preparado”, afirmou o analista Justis Mosqueda.
Vrabel foi contratado para ser o HC do Titans. Em Nashville, ele vai ser o responsável por implementar uma cultura vencedora, que valoriza atletas dedicados, inteligentes e disciplinados. O seu principal objetivo vai ser fazer de tudo para potencializar as habilidades dos jogadores de todas as três fases. Para isso, Vrabel vai ter que abrir a sua mente para estratégias modernas, mostrando sempre bastante flexibilidade na hora de tomar importantes decisões.

“Ele talvez seja o técnico mais inteligente que eu já tive”, exclamou Jadeveon Clowney, OLB dos Texans. 
Quando jogou na NFL, Vrabel ganhou o respeito dos seus pares ao agir como um técnico em campo. De acordo com Bill Belichick, seu técnico no Patriots entre 2001 e 2008, Vrabel pouquíssimas vezes errou a leitura de uma jogada.
“Melhor forma de descrever o Vrabel foi dita para mim quando ele ainda era jogador. ‘Ele é alguém que toma conta de qualquer lugar que ele entra’. Esse é o sujeito que o Titans está contratando”, revelou Albert Breer, da SI.
Por último e mais importante: "O Titans errou em não priorizar um HC ofensivo para ajudar o Mariota?"
Não! Parem de dizer isso, pelo amor de Deus. Nosso QB precisa de um coordenador que não esteja preso aos anos 70. Só isso. Robinson já fez o necessário ao salvar o Mariota das garras da dupla Mularkey e Robiskie. Há ajustes no jogo dele que precisam ser feitos, mas nada de extraordinário. A contratação do Vrabel não vai impedir o Mariota de ter uma offseason saudável e um ataque que corresponde as suas habilidades.
Eu não sei vocês, mas eu tô bastante confiante no futuro próximo da franquia. Ter Vrabel e Robinson aprimorando um elenco repleto de jovens talentosos igual ao nosso é uma oportunidade que poucas franquias possuem.
“Para aqueles que dizem que é muito cedo para Vrabel ser HC, eu digo isso: Sean McVay assinou com o Rams aos 30. Mike Tomlin foi para o Steelers com 36. O mantra na liga quando eles foram contratados, basicamente, foi: 'é muito cedo'. Em alguns casos é precoce. Mas eu me lembro do que disse Dan Rooney, dono do Steelers, quando eu perguntei se o Tomlin não estava se adiantando demais. Parafraseando, Rooney disse: ‘Nós não vamos estar procurando por um HC daqui a dois anos. Nós queremos um agora. E ele não estaria disponível na próxima vez que a gente fosse em busca de um HC’”, explicou Peter King, da SI.
TitanUP!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Fim da Era Mularkey ... Graças ao bom DEUS!

Chego em casa agora, e um amigo torcedor do Texans, que conhece o horror que tenho de Mularkey me deixa a seguinte mensagem:

"Você já pode assumir como HC do Titans, MULARKEY ESTÁ FORA!"

Claro que não acreditei de primeira, então fui ver como estava o movimento no grupo do Titans no Whatsapp (sim, temos um grupo, e se quiser entrar, é só entrar em contato comigo ou com o Diego) e os comentários estavam começando a bombar ...

Corri para o Twitter e Diego já estava mandando ver, xingando todos os desinformados, festejando e se divertindo. Claro que ainda não acreditei, seria bom demais prá ser verdade!

Fui para o site do Titans, e lá estava o comunicado:


Óbvio que eu não espero que você, que não acompanha o Titans, entenda a torcida de 90% dos torcedores do time pela demissão de Mularkey, a final de contas ele "levou" a franquia de 5-27 para 18-14 com uma vitória nos playoffs, é um período de sucesso que não víamos desde 2008, mas a questão aqui é: queremos ganhar o Superbowl a partir de uma divisão que será duríssima nos anos que virão, Mularkey é o cara para o trabalho? 

A resposta é: não! O nome do Titans é: Marcus Mariota ... você tem que desenvolver um sistema que maximize as qualidades do garoto! Mularkey nem de perto fez isso, com formações fechadas, com 2, 3 TEs o tempo inteiro, quando Mariota é muito melhor em formações abertas e passes rápidos. Resultado, Mariota regrediu do ano 2 para o ano 3. Ele queria um bom jogo corrido, tinha uma boa OL (que também regrediu de 2016 para 2017), dois bons RBs. Quando o RB #1, se machucou ele hesitou demais em colocar o #2, o garoto Henry já estava a um ano e meio como reserva, foi um pick relativamente alto e tem vontade de aprender, mesmo assim ele manteve Murray. Quando não teve mais como segurar o Murray no line up o que descobrimos? Que o moleque não tinha evoluido em diversos aspectos, é claro que o jogo contra Chiefs escondeu um monte de defeitos, mas fizeram um péssimo trabalho instruindo Henry, ele deveria estar pronto, em bloqs, leituras, jogadas etc, e não estava.

Então, especula-se que, a Franquia, na pessoa de seu GM, que está de olho nisso tudo, disse: eu dou extensão de um ano ao seu contrato desde que você faça como fez na defesa: contrate um bom OC, e saia da frente! Ele deve ter recusado e por isso foi demitido!

A franquia não agiu de má fé. A verdade é que nosso maior problema atualmente é o ataque, e prá resolver isso, Mularkey deveria abrir mão do mesmo.

Eu até escrevi aqui, http://www.titansbrasil.com/2018/01/fim-de-temporada-sentimentos-mesclados.html, que precisávamos de um OC, por que achava mesmo que Mularkey iria concordar com os termos que, obvimente, a franquia iria oferecer ... ainda bem que ele é teimoso e burro!

Vamos procurar outro HC! Espero que acertemos dessa vez!

PS.: McVay está disponível? Pena!!!

Go Titans!

domingo, 14 de janeiro de 2018

Fim de Temporada - Sentimentos Mesclados

O Jogo:
Patriots, são definitivamente, um time melhor que o Titans! Todos sabiam! Entretanto, nossa função de torcedor é acreditar e torcer sempre. Encontramos até estratégias mirabolantes para vencer times melhores, às vezes funciona ... vide Chiefs no Wild Card, às vezes não ...
A verdade é que o Patriots veio preparado para vencer, e trouxe os árbitros (eheheheheh). Teoricamente, deveríamos correr a bola, e matar as rotas do TE, com o miolo da nossa defesa. Os Patriots montaram um box prá lá de eficiente, colocaram um spy em Marcus Mariota e mataram o nosso jogo corrido. Colocaram o #87 em rotas intermediárias e longas abrindo o meio da defesa para o #80 e os para os RBs, que torturaram a nossa defesa a noite inteira.

Quando tivemos que passar a bola, eles marcaram nossos recebedores mano x mano, aumentaram a quantidade de elementos no Pass Rush e coletaram 8 sacks. O plano de jogo / execução dos caras foi perfeito.

Cometemos 10 faltas que nos deixaram em várias primeiras descidas para longas distância, você não pode errar contra times bons e achar que irá vencer, eles vão explorar esses erros e torturá-lo até a morte e foi o que ocorreu.

De bom nesse jogo, foi Corey Davis, sair do zero em TD, e vencer em algumas rotas ...
Infelizmente, existe uma grande diferença de qualidade entre Titans e Patriots, e não vamos reduzir essa diferença do dia prá noite, não é assim que acontece na NFL.

A Temporada:
Fim de temporada! Alcançamos o principal objetivo (ou alguém achava, na pré temporada, que nosso time iria além do Divisional?). O grande problema é que o objetivo foi alcançado, mas a maneira como isso ocorreu não foi, nem de perto, satisfatória! Vou tentar não me estender ...

1º - O time de especialistas (ST) do Titans se transformou em uma boa unidade. Em 2015 e 2016, a cada punt ou kickoff, ficávamos apreensivos, sabendo que poderíamos tomar um TD a qualquer momento. A aquisição de alguns especialistas em ST (#14, #41, #35, #33, #13, #53 e #25) transformou essa realidade. Fizemos mais jogadas nessa fase do que tomamos jogadas, e isso foi uma grande evolução. Espero que sejamos ainda melhores em 2018.

2º - A Defesa nos manteve em diversos jogos e no até no campeonato. Era a melhor defesa do mundo? Não! Mas, a secundária é muito melhor que a do ano passado. É matadora? Claro que não, mas, não é mais o esquema que Manziel parecia Peyton Manning contra nós (vide Titans x Browns  2015 e 2016). Falta um CB e um Safety melhor que Cyprien, mas Byard e Jackson foram bem. Ryan é um bom Nickel Back ... precisamos de mais um CB, de preferência, melhor que Jackson! Precisamos de dois Edge Rushers ... caras que façam a diferença indo atrás do QB e precisamos de dois ILBs que ponham medo nos adversários. Dois caras maus no meio da defesa! Isso faria que nossa defesa evoluísse de uma que nos mantém nos jogos para uma defesa, que vença alguns jogos.

3º - O Ataque é sofrível do ponto de vista esquemático! Você tem um QB extremamente rápido, que seria excelente em jogadas curtas (vide jogadas isoladas para o Kendall Wright em 2015 - e no fim da temporada quando as slants voltaram) com os WRs espalhados e não usa isso. Você tem um bom Slot WR, o calouro Taywan Taylor, com agilidade e habilidade para correr as rotas curtas, e não usa. Vc tem bons TEs em rotas intermediárias e quer que eles corram rotas longas. É uma zona tão grande esse ataque, que dá pena! Mas, o que não tivemos por um bom tempo, temos agora: TALENTO! QB talentoso, Tackles Talentosos, RB talentoso, WRs promissores (Sharpe, Taylor, Davis e Matthews). Precisamos de um RB com estilo diferente de Murray e Henry. Seria satisfatório melhorar o centro da OL e, principalmente, precisamos de um Coordenador Ofensivo que consiga extrair, esquematicamente, o melhor de Mariota, Walker, Davis e Henry, junto com o OTs esse deveria ser o bloco de construção para o ataque de 2018.

Se não melhorarmos o elenco, dificilmente conseguiremos brigar por uma classificação aos playoffs em 2018, visto que o calendário é muito mais difícil!

Essa temporada foi uma montanha russa, com muitos altos e baixos. Nosso time pareceu brilhante em alguns jogos e patético em outros (principalmente contra times piores que o nosso), mas tenho esperança que poderemos voltar a ser um grande time.

Temporadas vitoriosas são muito mais divertidas do que aquelas que sofremos (2-14 e 3-13) ... o time, principalmente a comissão técnica, ficou no devo esse ano. Que venha 2018 e que JRob (o GM) continue fazendo um bom trabalho!

Que venha a próxima temporada!
Go Titans!